Cilada para um Marquês (Sarah MacLean)

Cilada para um marquês.jpgpor Mariana Guarilha

Sophie Talbot é a mais jovem entre suas irmãs e é considerada o membro mais ajuizado de sua família. Vivendo entre muitos escândalos, o maior deles serem emergentes que se infiltraram graças titulação do pai na alta sociedade londrina, as irmãs Talbot ficaram conhecidas como “irmãs perigosas”. Há também um apelido ainda menos lisonjeiro sendo repetido a boca pequena: Cinderelas Borralheiras, já que a grande fortuna do pai se deve ao carvão.

Sophie é a unica que demonstra se importar com a atenção indesejada e o julgamento da sociedade, enquanto suas outras irmãs solteiras divertem-se com as fofocas de salão que incitam e as notas no jornal da sociedade. Quando é colocada em um situação limite,  Sophie humilha o cunhado e ganha o desprezo da sociedade, mas decide ela própria se resgatar dessa situação fugindo para longe de carona com o notável  Marquês de Eversley.

Eversley é conhecido como um verdadeiro canalha, já que comprometeu muitas moças sem nunca casar-se com elas. É em um momento comprometedor que ele conhece Sophie, que não parece nem um pouco intimidada com a fama ou os humores do  Marquês.

Apesar de Eversley ser um tipo de herói romântico que não me agrada absolutamente, é preciso frisar que ele funciona muito bem com a protagonista, que é tímida e cresceu acreditando que iria viver sozinha o restante de sua vida. Sophie é corajosa e independente e coloca-se em defesa daqueles que estão em desvantagem. Em vários momentos, a protagonista nos faz refletir sobre a valorização da mulher  e em como a sociedade da Regência Inglesa que tanto amamos podia ser cruel com elas. Apesar dessas reflexões, o romance está cheio de momentos engraçados, onde sorrir é fácil e cair as gargalhadas bem provável.

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O Sangue (Bruna Guerreiro)

17373229_1711566645536771_694984266_opor Mariana Guarilha 

Em O Sangue , a escritora independente Bruna Guerreiro entrega uma história de amor adulta e extremamente sensual. Patrícia é uma jovem que sempre teve uma vida de privilégios bancadas pelas atividades escusas de seu pai. Quando ele é assassinado, vítima de uma queima de arquivo e Patrícia é testemunha da execução, ela é obrigada  a assumir uma nova identidade e sobreviver na Califórnia como empregada de um café. Para protegê-la e a toda sua família que a acompanha nessa jornada é designado um taciturno policial chamado Diego.

Logo de início é possível perceber um certo interesse especial de Diego por Patricia, porém até mesmo ela chega a ter dúvidas sobre as atenções do rapaz. Diego é um homem maduro, pai solteiro que deixou sua filha no Brasil e se arrepende de  não ter participado mais ativamente da vida da criança. Sua beleza bruta, sem muitos cuidados e seu controle das emoções e expressões sempre impressionaram a família designada Oliveira.

A narrativa é em primeira pessoa, e na maior parte do tempo  acompanhamos o olhar de Patrícia, e apenas no epílogo ouvimos Diego. A história tem uma estrutura simples com poucos personagens: Diego,  a família Oliveira (Herman) ,Miss Brown e Lucy (vizinhas americanas) e Evandro Gomes, o assassino e ameaça sempre presente na história. Patrícia, protagonista e narradora, é extremamente reflexiva, então apesar das abundantes cenas eróticas e da competente cena de ação no clímax do livro, O Sangue consegue ser um livro deliciosamente intimista.

O romance entre Patrícia e Diego se desenvolve um pouco rápido demais, apesar disso somos convencidos dos sentimentos de ambos antes mesmo que os personagens demonstrem essa consciência. Mais do que o envolvimento do casal, as questões de Patricia com adaptação a sua nova rotina e as suas questões internas com respeito a viver uma ficção me prenderam a história até a última página.

Você pode comprar O Sangue em Ebook pela Amazon, ou entrar em contato com a autora pela página  no Facebook.

Desejando O Demônio ( Lorraine Heath)

desejando oo dpor Mariana Guarilha

Jack Dodger é sobretudo um sobrevivente. O menino que teve que vencer a violência das ruas de Londres e hoje é dono de um exclusivo Clube de Cavalheiros tem a fama de ser implacável, um homem a quem ninguém deseja enfrentar. Ele seria o homem certo para entrar em uma briga ou mesmo um bom parceiro de negócios, mas ninguém, nem o próprio Jack entende as motivações que fizeram um nobre deixá-lo responsável por seu herdeiro, sua viúva e seu legado após a morte.

Olívia Stanford, duquesa de Lovingdon, e viúva do antigo duque, está disposta a tudo para questionar o testamento do marido, já que sua principal preocupação é manter seu filho de apenas quatro anos de idade longe da influência de Jack. Porém, algo se colocará no caminho da obstinada viúva: a atração entre ela e o afamado jogador.

Jack até pensa em isentar-se da responsabilidade que lhe atribuiu um homem como Lovingdon, porém os anos de penúria o ensinaram a não desperdiçar dinheiro, e além disso, Jack acaba se preocupando com a saúde do herdeiro a qual lhe foi dada a tutela, já que esse parece estar sob a mira de alguns primos pouco confiáveis.

Levando-se em conta que Jack Dodger me pareceu um vilão perfeito no primeiro livro da série, fui pega de surpresa pela rapidez com que me afeiçoei a ele com poucas páginas quando suas motivações me foram apresentadas. Lorraine Heath não nos poupa ao apresentar os sofrimentos que o Jovem Jack sofreu nas ruas antes de ter seu destino mudado pela aparição de Lucius em sua vida.

Olívia é uma personagem igualmente apaixonante, apesar de seu orgulho aristocrático, é uma delícia ver seus absolutos sendo desconstruídos quando ela passa a ver a bondade em Dodger.

If He’s Tempted (Hannah Howell)

15814192por Mariana Guarilha 

O quinto livro da série Wherlocke da Hannah Howell trás como protagonistas personagens que são nossos  velhos conhecidos: Olimpia Wherlocke, a clarividente irmã de Argus, e Lord Brant Mallam,  Conde de Fieldgate. Acompanhamos o drama de Grant em A Sensitiva quando ele descobre que sua mãe foi responsável pela morte da mulher que amava para evitar um casamento pouco vantajoso. Ele passou um grande período de tempo achando que sua noiva o tinha abandonado para fugir com outro homem, enquanto a verdade é que o pai dela, junto com a Lady Mallan a venderam para um bordel onde ela sofreu uma morte violenta.

A culpa pela morte de seu primeiro amor e o fato dele ter acreditado que ela o havia abandonado ainda atormentam a Grant que vive uma vida de vícios dissolutos e ignora a maioria de suas responsabilidades com a família. Apesar de ter expulsado sua mãe de suas terras ela ainda conta com muitos aliados e mantém o controle da propriedade.

Olimpia é procurada pela irmã mais nova de Grant que está em desespero. Lady Mallan, agora impedida de roubar a propriedade do próprio filho, arrumou uma outra maneira de encher seus cofres. Seu plano sórdido inclui vender a própria filha a um nobre de vida dissoluta em estágio avançado de sífilis apenas para encher seus cofres. Também mais e mais jovens tem desaparecido das proximidades das terras do  Conde de Fieldgate, levando as pessoas a suspeitarem que a filha do vigário pode não ter sido a única vítima da condessa cruel a ser vendida.

Olímpia sempre teve simpatia por Grant, e se sentia de certa forma vulnerável perto dele. Tendo dramas em seu próprio passado, ela não é tão dura com ele quanto o restante da sociedade.O casal funciona muito bem, pois a estóica Olímpia oferece equilíbrio a Grant, que até agora tinha andado a esmo, perdido nos arroubos de seu próprio coração. Com certeza é meu casal predileto em toda a série. Este é um livro ainda não publicado no Brasil, a Lua de Papel, editora responsável por publicar os primeiros quatro livros da série ainda não se pronunciou sobre a publicação do restante da série.

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Lone Star – Paullina Simons

Lone Star

Por Ethel Duveen

Os irmãos Blake e Mason Haul namoram as amigas Hanna e Chloe Divine. Amigos de infância, os quatro são típicos adolescentes americanos e vivem em uma pequena cidade do interior do Maine, nos Estados Unidos. Prestes a se formar no ensino médio, seu maior sonho é conhecer a ensolarada Barcelona, mas os pais de Chloe não querem deixá-la viajar e sua única aliada é sua avó, que promete patrocinar a viagem e ainda convercer os pais de Chloe  a permitirem que ela vá, com a condição de que eles concordem em visitar alguns parentes distantes da família que moram em Latvia, no leste europeu, antes de irem para Barcelona. 

Obrigados a aceitar as condições de Moody eles partem para a Europa, mas seus planos de viagem irão por água abaixo quando Hanna e Chloe conhecem Johnny Rainbow, um rapaz carismático e cheio de surpresas que se oferece para ser seu guia turístico e pede em troca apenas um lugar para dormir.

Apesar de sua pouca idade, Johnny tem apenas 19 anos, ele possui conexões em diversas cidades da Europa e tem uma percepção muito madura da vida e do comportamento humano. Johnny não disfarça seu interesse por Chloe; Chloe, por sua vez, não resiste aos encantos de Johnny e com uma pequena ajuda do destino os dois acabam vivendo uma história de amor tão intensa quanto efêmera – Johnny está prestes a se alistar no exército americano e partir para a guerra no Afeganistão.

O texto sempre poético e envolvente de Paullina Simons é narrado sob as perspectivas alternadas de Chloe, Hanna, Mason e Blake, esse recurso literário, junto com as observações sagazes de Johnny, vai deixando claro que as relações entre os dois casais escondem segredos e mentiras que podem abalar os laços que os unem durante toda uma vida.

Perto do final o livro há uma referência à saga “O Cavaleiro de Bronze”  que a princípio é bem sutil e creio que apenas os leitores mais atenciosos vão compreender, porém conforme a história se aproxima de seu clímax essa referência ganha corpo e enriquece exponencialmente o enredo de alguns dos personagens.

Para quem ficou curioso vou revelar em linhas gerais do que se trata essa referência, sem, no entanto, entregar nada referente ao desfecho da trama. Mas se você, assim como eu, prefere ser surpreendida e não gosta de nenhum tipo de SPOILER, pare de ler a resenha por aqui.

SPOILER ALERT!!!!!!!!

A questão é que Johnny Rainbow é ninguém menos do que o filho de Anthony, neto de Shura e Tatiana e no final temos até um pequeno vislumbre do nosso querido casal, com idade avançada e vivendo em sua bela casa no coração do Arizona.

Confesso que eu não tinha a menor ideia dessa referência e fiquei com lágrimas nos olhos ao rever os nomes dessas pessoas tão queridas impressos mais uma vez nas páginas de um livro. Leitura agradável e comovente para qualquer um que aprecie um livro que consegue ser ao mesmo tempo leve e profundo, eu diria que é praticamente obrigatória para os fãs de Tatiana e Alexander Barrington.

 

O Escolhido – Hannah Howell

livro-o-escolhido-Hannah-Howell-serie-wherlock-mademoisellelovesbookspor Mariana Guarilha

“O Escolhido” é o quarto livro da série Wherlocke e o primeiro a ter um protagonista homem. O herói romântico da história tem um dos dons mais difíceis de conciliar com a vida comum:  Argus Wherlocke é sempre capaz de saber quando alguém está mentindo e pode controlar a mente de outras pessoas. Por ter assistido o fracasso do casamento de seus pais está decidido a nunca se apaixonar, mas quando circunstâncias incomuns o colocam frente a Lorelei Sundun há pouco o que fazer para evitar a paixão.

Lorelei é uma nobre pouco comum: com uma grande família e um pai que está sempre imerso em seus interesses peculiares, sempre teve mais liberdade do que as outras jovens de boa família. Quando uma projeção de Argus Wherlocke aparece em seu jardim pedindo para que contactasse sua família, ela pode correr em seu socorro. Argus foi sequestrado e mantido em cativeiro por homens misteriosos que acreditavam que poderiam roubar o seu dom, e a inversão fazendo com que ele precise ser salvo por Lorelei já é o primeiro motivo para que eu tenha um carinho especial pelo livro.

O livro tem algumas vantagens em relação aos que o precederam: a abundância de personagens que já conhecíamos das outras histórias e por quem já nutríamos certo carinho garante já um lugar especial em nosso coração. Além disso, os personagens secundários apresentados são excelentes: destaque para Roland Sundun. o Duque de Sundunmoor. O pai da protagonista é um acadêmico interessado no sobrenatural, assim não houve estranhamento real quando os estranhos Wherlocke se hospedaram em sua casa. Além disso, ele tem uma visão muito rara sobre como tratar a sua filha, não negando a ela a possibilidade de viver sua paixão escandalosa.

Como sempre, a trama de espionagem acaba apresentando umas pontas soltas já que a autora se detém mais no romance do que nas tensões apresentadas como pano de fundo. Apesar disso, as páginas correm sem dificuldade em uma leitura que entretém com seus personagens apaixonantes.

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The Perfect Bride (Samantha James)

A noiva perfeitapor Mariana Guarilha

O primeiro livro da série Sterling trás a história de Devon Saint James,a filha bastarda de uma preceptora, que após a morte da mãe tem que usar toda a sua esperteza para sobreviver no bairro mais perigoso de Londres. Quando voltava do trabalho, Devon foi abordada por uma conhecida dupla de ladrões que não só desejavam levar todos os seus rendimentos, como também roubar-lhe a virgindade. Corajosa, Devon resiste ao assalto, mas acaba abandonada para morrer em uma rua suja e escura.

Sebastian Sterling, o célebre  Marquês de Thurston, não era um frequentador daquela parte da cidade, mas encontra a jovem moribunda quando vai resgatar seu irmão rebelde de uma mesa de jogo. Apesar de não parecer muito seguro que tomou a decisão certa ao levar a jovem desconhecida para casa, ele oferece abrigo até que ela esteja curada.

Sebastian é o típico nobre orgulhoso retratado muitas vezes em livros do gênero, e ele parece querer enquadrar a heroína o tempo todo, porém apesar desse comportamento turrão, ele está sempre cuidando de suas necessidades. Confesso que estou um tanto enjoada desse tipo de herói tão repetidamente endeusado em romances de época, e fico me perguntando se seria muito esperar que o protagonista mostrasse claramente a sua admiração e respeito pela moça que pretende desposar.

Devon é uma menina doce que demonstra o desejo de ser preceptora como foi a sua mãe, e apesar de aceitar a ajuda do Marquês que pretende alfabetizá-la e educá-la, tem poucas esperanças de sair dos becos da cidade. Mesmo com toda a atração que sente por Sebastian,Devon  se comporta de maneira passiva demais, e esse é mais um clichê que me desagrada.  Apesar dessas ressalvas, espero ler o restante da série já que a escrita de Samantha James flui na leitura sem grandes percalços.

A Noiva do Capitão -Tessa Dare

1434-20161222162941.jpgpor Mariana Guarilha 

Já não é novidade para ninguém que leia meus textos a um certo tempo que Tessa Dare tem se tornado uma das minhas autoras favoritas e que cada um dos livros anteriores da série Castles Ever After me deixou absolutamente apaixonada, e A Noiva do Capitão não fugiu a essa regra.

Cada uma das protagonistas da série está ligada somente por seu padrinho, o benfeitor que deixa como herança para estas mulheres um castelo.O primeiro fato que o faz romper com os clichês dos romances de época é que essa herança torna essas mulheres extremamente independentes, o que rompe com aquela máxima que donzelas da sociedade inglesa estão o tempo todo preocupadas em garantir seu futuro através do casamento. Tessa Dare rompe com mais clichês ao garantir que cada uma dessas mulheres tenha uma profissão: Izzy é escritora, Clio  é cervejeira e Madeleine é uma naturalista e ilustradora excepcional.

Madeleine não imaginava que uma pequena mentira fosse ditar os rumos de toda a sua vida, quando jovem ela inventou um pretendente escocês para escapar da tortura de uma temporada em Londres.Passou anos escrevendo a um inexistente Capitão Logan Mackenzie, endereçando suas cartas a uma companhia igualmente inexistente, até que pode inventar uma trágica morte ao seu correspondente e viver em paz em eterno luto sem que ninguém a pressionasse a se casar. Quando um homem em carne, osso e kilt aparece em seu castelo dizendo ser Logan Mackenzie, Maddie interpreta como um castigo dos céus pelos anos de engano.

Logan Mackenzie é um órfão que foi mandado a guerra para poupar os filhos de sangue de um pároco que ele acreditava que o adotou por bondade. Essa traição o faz romper com seu passado, e considerar os homens que comandou em batalha como sua única família. Quando esses homens voltam da guerra e encontram suas terras tomadas pelos ingleses, Logan assume como sua responsabilidade criar um novo lar para eles e para isso está disposto a se casar com Maddie para tomar posse de sua herança.

As cartas de Maddie tiveram um significado especial para o escocês, já que ele não tinha ninguém zelando por ele, porém ele sentiu-se traído quando ela parou de lhe escrever, isso explica a resistência que sente em compadecer-se da situação de Maddie, que em certos momentos é passiva e desapegada demais com as terras que lhe garantem uma existência tranquila. Confesso que fiquei mais do que um pouco ressentida com o herói, ainda que entenda que ele considere que as terras de Maddie são frutos da apropriação indiscriminada de terras escocesas pelos ingleses. Como sempre me apaixonei pela heroína já nas primeiras páginas e embora entenda as motivações de Logan , demorei um tanto para me apaixonar pelo irascível escocês e seu kilt irresistível.

O Prazer de uma Dama (Renee Bernard)

71c6wB7OkfLpor Mariana Guarilha 

Merriam Everett sempre foi vista pela sociedade como uma mulher tímida e fraca. Saiu das mãos de um pai que a diminuía para os braços de um marido indiferente. Quando ficou viúva continuou vivendo uma vida regrada, frequentando a sociedade, e quase invisível aos seus pares. Quando é  apresentada a Julian Clay em uma baile, sente-se atraída por ele, mas o houve caçoando dela dizendo que não tem tempo para viúvas pálidas e sem vida. O desprezo do arrogante conde a leva a planejar arrojadamente sua vingança: ela decide seduzi-lo somente para abandoná-lo.

Porém, com o plano de vingança mais desastrado da história da literatura, Merriam acaba abordando ao homem errado. Após uma tórrida noite de amor com Drake Sotherton. que é conhecido na sociedade como “Duque Sangrento”, a viúva é obrigada a cogitar uma vida longe da respeitabilidade, como amante de um homem acusado de atos atrozes.

Drake Sotherton sempre teve uma amizade competitiva com Julian Clay, mas a animosidade entre eles alcançou um  desfecho inesperado quando a mulher de Drake, então amante de Julian, morre de maneira misteriosa. Um culpa o outro pelo assassinato cruel e ambos juram vingança pelo ocorrido. Apesar da Justiça ter inocentado Drake, os rumores que Julian ajudou a espalhar e a própria personalidade sombria do acusado, fazem com  que apesar de sua fortuna e título ele seja temido e evitado em Londres. Após passar dez anos no estrangeiro fazendo fortuna, o encontro com a misteriosa mulher que não parece temê-lo nem um pouco mexe com a imaginação do Duque.

A série Mistress é assumidamente erótica, e por isso as cenas de sexo são abundantes e bastante gráficas no livro, porém, apesar do sexo ser descrito de forma mais crua do que em outros livros do gênero, a autora parece preservar alguns clichês: a mulher tem pouca experiência, o homem levou uma vida dissoluta, os orgasmos são abundantes e fortíssimos, a mulher assume uma posição mais passiva durante o sexo e etc. Esses detalhes me decepcionaram um pouco, por que esperava que a autora realmente ultrapassasse esses lugares comuns.

A Intuitiva – Hannah Howell

A-Intuitivapor Mariana Guarilha

A série Wherlocke é um tanto diferente das outras séries de época que retratam os amores e aventuras de uma família. A princípio por que a autora Hannah Howell se esmera para nos oferecer muita ação. Não aguarde uma história em que o clímax esteja em um baile ou em um confronto velado durante o chá, com os Wherlocke e os Vaughn abundam as tramas de espionagem, os cadáveres e a aventura.

A família Wherlocke e seus primos Vaughn são conhecidos pelos dons sobrenaturais e por quão úteis tem sido ao seu país por gerações. A riqueza e a respeitabilidade que conseguiram nas últimas décadas não apagaram de sua memória o quanto sofreram seus antepassados e assim tendem a se resguardar do estranhamento da sociedade. Alethea Vaughn é uma viúva reclusa, mas decide procurar Lorde Hartley Greville para alertá-lo sobre um perigo que anunciado em uma visão. Como sempre, o primeiro perigo a enfrentar é o próprio ceticismo do beneficiado.

Lorde Hartley Greville tem atuado como espião e servido a Inglaterra por um bom tempo. Utilizando sua aparência e charme tem seduzido muitas mulheres para que estas entreguem segredos importantes depois de dividir com ele sua cama. Porém, agora não é a devoção ao país que o impulsiona somente, seus sobrinhos estão perdidos na França e ele teme por suas vidas.

Me aborrece um pouco que o ceticismo do herói diante dos dons da heroína seja um recurso utilizado pela terceira vez na mesma série para explicar a dificuldade do casal se entregar a paixão. Também Hartley e Alethea estão longe de ser o casal com mais química e carisma em toda a série. Como de costume, também tive dificuldade em estabelecer as relações de parentesco entre os protagonistas dos outros livros, o que me faz pensar que seria de grande ajuda uma arvore genealógica no começo de cada livro.

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