(Review) Outlander 2:08 – The Fox’s Lair

Por Ethel Duveen28WATCHINGRECAP1-master768

Estamos de volta à linda e querida Escócia! Eu quase infartei quando vi que a abertura mudou – agora tem cenas da segunda metade da temporada. Ficou linda, como sempre. Existe prêmio para melhor abertura? Outlander precisa ganhar esse prêmio. São detalhes como esse que fazem a diferença e ajudam a tornar essa série tão especial para nós. Por falar em detalhes, a imagem daquela bela raposa velha no início do episódio – uma óbvia referência ao detestável Lord Lovat – foi um toque de mestre também. Muito bem, Starz!!! Vamos rever o que aconteceu nas Highlands no último sábado. Já vou avisando: elogios e críticas virão à seguir.
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Outlander-The-Fox-s-Lair-2x08-promotional-picture-outlander-2014-tv-series-39648244-1800-1200Jamie e Claire estão de volta à Lallybroch. A família Fraser está comemorando a colheita de batatas e planejando um jantar para celebrar o sucesso da empreitada. Eles estão relaxados, estão bem próximos, estão felizes, mas as coisas nunca são tão simples para Jamie e Claire. Ian chega com a correspondência, que contém livros e cartas de parentes e amigos e há também uma carta de Jared Fraser endereçada à Jamie. A carta trás a assinatura de Jamie (forjada) jurando lealdade a Charles Stuart . O Bonnie Prince já aportou na Escócia e Jamie precisa tomar uma decisão.
Claire sugere que eles fujam para a Irlanda, ela não acredita mais na possibilidade de mudar o futuro. Jamie diz que embora eles tenham fracassado em Paris ele ainda acredita que podem fazer alguma coisa para mudar o desfecho da história. Jamie está decidido a apoiar os jacobitas e ajudá-los a derrotar o exército britânico. Jamie diz que Claire salvou a vida de inúmeras pessoas e com isso ela certamente mudou o futuro daquelas pessoas. Jamie não quer lutar pelos Stuart, ele diz que luta para proteger sua família, seu povo, seu país. (Oh, Jamie, tão patriota e tão honrado sempre!)

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Outlander Season 2 2016

Na carta Charles Stuart pede que Jamie procure seu avô, Lord Lovat, e peça o seu apoio. Jenny e Jamie discutem, ela diz que ele vai se humilhar ao procurar o avô e que o velho Lovat não faz nada que não seja do seu próprio interesse. Jamie diz que vai passar por cima do orgulho para tentar salvar seu povo e não admite mais argumentos. (Confesso que gosto desse Jamie, o Jamie do livro, o Jamie que se impõe, o Jamie que é um líder nato, o Jamie que nem sempre acerta, mas que sempre tem a última palavra.)
Jamie e Claire vão para o quarto, ele se desculpa por não ter contado para ela que seu pai era um bastardo antes deles se casarem. Ele tira a blusa e Claire o beija e fala que isso não tem importância. (Jamie, querido, olhando para você sem camisa que diferença faz se o seu avô dormiu com a empregada? A única coisa que posso dizer é todos os seus antepassados estão de parabéns!) Claire, que não é boba nem nada, chama ele para a cama. (Vai Jamie, vai!)
Claire acorda no meio da noite e ouve a voz de Jamie. Ela sai do quarto e vê que ele está sentado conversando a bebê de Jenny. Falando gaélico! Jenny se aproxima de Claire e percebo que suas palavras saíram na íntegra do texto original de Diana Gabaldon. (Que delícia quando ouvimos repetidas fielmente algumas das falas do livro! Foi a cena mais linda do episódio, Jamie falando com a bebê e Claire obviamente pensando em Faith. Meus ovários me lembram que precisamos ter um filho desse homem. Para acalmá-los eu prometo que vou tentar.)

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Outlander-The-Fox-s-Lair-2x08-promotional-picture-outlander-2014-tv-series-39648242-1800-1200No dia seguinte Claire e Jamie partem para o Castelo Beufort e se surpreendem ao encontrar Colum MacKenzie lá. Colum diz que quer discutir com Lovat o apoio à Charles Stuart. O insuportável Lord Lovat chega e manda Claire se retirar para que os homens possam falar de política.
Ok, a polêmica aparição de Laoghaire. Ela se mostra arrependida e contrita diante de Claire e Claire diz que não a odeia, sente pena dela por tudo que ela fez por alguém que nunca vai amá-la. (Sinceramente a aparição de Laoghaire não me incomodou tanto, acredito que isso terá um propósito mais adiante. Mas há um desdobramento dessa aparição, que comentarei daqui a pouco, e isso sim me incomodou bastante.

Lord Lovat oferece um jantar para seus convidados e Jamie faz um discurso tentando demonstrar que o apoio de todos à causa Stuart é fundamental para que eles tenham alguma chance de derrotar os britânicos. Colum muda o rumo da conversa tentando desacreditar Charles Stuart. Colum já presenciou outras rebeliões mal sucedidas e prefere não expor os MacKenzie de Leoch como traidores do Rei George.
Depois do jantar Jamie e Claire conversam no quarto e Jamie diz que seu avô poderia ter simplesmente negado seu apoio mas não o fez, Jamie sabe que ele está esperando ganhar alguma coisa com isso.

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Lord Lovat e Jamie conversam no escritório da velha raposa. Jamie quer saber o que ele espera ganhar afinal e o avô diz que em troca do seu apoio ele quer Lallybroch, as terras que Brian Fraser tanto amava. Lovat se ressente do filho por ter preferido continuar em Lallybroch mesmo depois da morte de Elen. Jamie se recusa a entregar Lallybroch e Lovat ameaça a honra de Claire. Jamie diz que ela é uma Dama Branca e que aquele que tentar forçá-la terá sua alma queimada no inferno. Nosso herói sabe que o avô é supersticioso e que não fará nada contra Claire se acreditar que ela é uma bruxa.

BN-OF799_laogha_G_20160528120020Claire diz para Jamie que eles precisam ajudar Simon, o filho, a criar coragem para enfrentar o pai e apoiar Jamie, ela diz que ele está apaixonado por Laoghaire e que vai pedir ajuda à ela. (E foi exatamente essa atitude absurda da Claire que me incomodou. Ela vai até Laoghaire, que está “inocentemente” cheirando a blusa de seu marido, e pede para ela ajudar Simon a ter auto-confiança. Claire vai além e pede que ela faça isso não por ela, mas por Jamie. Como assim? Claire virou essa pessoa manipuladora, disposta a usar os sentimentos de Laoghaire por Jamie para convencê-la a ajudar? Ninguém gosta da Laoghaire, mas nem por isso vamos nos rebaixar ao nível dela. Não dá pra engolir essa, a Claire do livro jamais faria isso. Desnecessário!
Laoghaire faz o que Claire pediu e Claire tem um encontro com Maisri, a vidente de Simon Lovat, na igreja. Maisri diz que teve uma visão de Lovat com um carrasco e um machado atravessando seu rosto.
Jamie diz para Claire que não tem outra saída a não ser entregar Lallybroch em troca do apoio de Lovat, mas quando ele vai assinar a escritura da propriedade Claire finge ter uma visão e usa a visão de Maisri para amedrontar Lovat. A raposa velha parte para atacar Claire e Jamie a protege. Nesse momento Simon cria coragem e enfrenta o pai dizendo que vai apoiar seu primo Jamie. Com isso, Lovat e Colum assinam o pacto de neutralidade no conflito.

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Jamie e Claire estão se preparando para ir embora e ela pede para Jamie agradecer a Laoghaire. Jamie diz que não tem por que agradecer, mas ela insiste e ele vai. (Joga seu marido pra cima da venenosa Claire, depois não venha reclamar. Desnecessário de novo.)
Jamie vai agradecer a Laoghaire e quando ele dá as costas ela diz que ainda vai conquistar o seu perdão e o seu amor. (Sonsa, mentirosa, não mudou nada, não está arrependida nada!!!!!)

1413 Jamie se despede de Colum e o tio pede que ele volte para a casa e não se envolva na rebelião. Jamie não tem escolha, ele já está envolvido até a raiz daqueles lindos cabelos da cor do outono. (Ahhhh, aqueles cabelos!!)
Jamie, Claire e Simon estão partindo das terras da raposa e eis que no alto de uma colina surgem os homens de Lovat. Todos ficam surpresos e o velho Simon manda o jovem Simon liderar seus homens. Lovat agradece à Claire; graças à ela ele terá o favor de George, pois não apoiou Charles diretamente, mas também terá o favor de Charles, afinal seu filho e seus homens lutarão por ele.
P.S. – Eu amei o final do episódio com os Highlanders marchando altivos em seus cavalos e a bandeira da Escócia tremulando sobre eles.
P.S. 2 – Também amei a raposa velha, Clive Russel ficou perfeito!

Simplesmente Inesquecível – Mary Balogh

por Mariana Guarilha

sim´pl1 (1)O primeiro livro da série Simply Quartet conta a história de Frances Allard e de como sua vida mudou em um dia de nevasca. Voltando da casa de suas tias após o natal, a velha carruagem em que Frances estava foi ultrapassada pelo veículo de um nobre a toda velocidade.

Lucius Marshall, Visconde de Sinclair, e herdeiro do Conde de Edgcombe tinha muito o que pensar enquanto voltava para Londres. Quando seu avô,o Conde, anunciou que deveria morrer em breve, ele foi obrigado a admitir que já era hora de deixar sua vida independente e se casar, assegurando a continuidade do título.

Obrigados pelo tempo a procurar abrigo em uma hospedaria onde os serventes se ausentaram por ocasião do feriado, Lucius e Frances são obrigados a suportar a companhia um do do outro, apesar de não terem simpatizado. Lucius até mesmo se ressente de que sua companhia seja uma professora de escola ao invés de uma cortesã experiente.

Porém, conforme experimenta aquela vida simples, o Visconde esquece de suas angústias e passa a admirar Frances, que por sua vez é obrigada a admitir que Lucius não era o nobre desagradável que julgou anteriormente.Quando finalmente a neve derrete e eles podem voltar para a vida comum que levavam antes, ambos de despedem com pesar.

A Escola para Moças da Senhorita Martin é um cenário que já conhecemos da série Bedwings. A própria Cláudia Martin e a professora Anne Jewell já foram apresentadas anteriormente na mesma série. Completam o time de professoras residentes a misteriosa Frances Allard e a alegre Susana Osbourne  que já foi aluna na escola. A austera Cláudia é muito carinhosa e protetora com suas funcionárias e Frances encontrou na escola uma verdadeira família.

Mary Balogh tem um cuidado especial na construção de seus personagens e até as pequenas inserções  destes que já conhecemos são pensadas com muito cuidado. Cada ação ou palavra dita por eles faz sentido com o que nos foi apresentado em outros livros.Ainda não encontrei outra autora que consiga essa constância. Apesar disto, acredito que a série Simply Quartet funcione independente do conhecimento da série Bedwing .

Ainda não lançada no Brasil, Simply Quartet tem quatro livros, e a série pode ser encontrada na internet através de traduções amadoras, mas competentes.

Músicas que fazem alusão a obras Literárias

por Mariana Guarilhamaxresdefault (1)

Patrick Rothfuss é um escritor de fantasia estreante que encantou a todos com o primeiro volume de sua trilogia A Crônica do Matador do Rei. Seu protagonista Kvothe pertence a uma tribo Edena Ruh, artistas itinerantes que eram tanto admirados como rejeitados pela sociedade local.

We are the Edema Ruh
We know the songs the sirens sang
See us dream every tale true
The verse we leave with you will take you home

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A Banda Blind Guardian possui uma série de referências literárias diferentes, porém The Bard´s Song é um dos melhores exemplos do talento da banda em recontar uma história. Em alguns momentos é impossível não fechar os olhos e relembrar a jornada de Bilbo Bolseiro.

I’m alive
The dying dragon brought trouble and pain
And horror to the halls of stone
I’ll take the mighty stone

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A referência ao clássico de J.R.R. Tolkien na canção é discreta, está no título e em alguns versos finais na música. A referência dentro da música não é literal, porém Plant faz do seu uso uma metáfora.

Which, which way the pressure lies,
So I’ve decided what I’m gonna do now.
So I’m packing my bags for the Misty Mountains
Where the spirits go now,
Over the hills where the spirits fly, ooh.
I really don’t know.

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Popularizada pela série de tv produzida pela HBO, As crônicas de Gelo e fogo é uma história complexa, com várias linhas narrativas.A música do Blind Guardian no entanto parece acompanhar Jon Snow em seus dias como Lorde Comandante da Patrulha da Noite, já que ao mesmo tempo em que o narrador se preocupa com a Guerra dos Tronos, ele se preocupa com o levante dos outros.

All I ever feel is
All I ever see is
Walls they fall
When the march of the others begins

All I ever feel is
All I ever see is
Rise and fall
When the War of the Thrones shall begin

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O àlbum lançado em 2000 é intitulado Brave New World, e em sua terceira música deixa clara a referência a distopia de Aldous Huxley.

Wilderness house of pain
Makes no sense of it all
Close this mind dull this brain
Messiah before his fall
What you see is not real
Those who know will not tell
All is lost sold your soul
To this brave new world

A brave new world
In a brave new world
A brave new world
In a brave new world

original

Uma das minhas canções prediletas do Blind Guardian, Lord of the Rings narra com muita poesia a jornada de Frodo para destruir o “um anel”, assim como  fala de todos os anéis forjados.Blinf Guardian mais uma vez demonstra muita paixão e respeito pela obra de Tolkien.

There are signs on the ring
Which make me feel so down
There’s one to enslave all rings
To find them all in time
And drive them into darkness
Forever they’ll be bound
Three for the kings
Of the elves high in light
Nine to the mortals
Which cry

 

Ao ouvir só para Loucos, só para os raros em um trecho da música do malucão Ventania eu tinha certeza que já tinha ouvido essas palavras. Pois era o aviso que havia na porta do Teatro Mágico de O lobo da Estepe, livro do alemão Herman Hesse. A referência ao livro que narra a solidão de um homem de meia-idade confrontando os absolutos de sua juventude parece tão subversiva quanto sempre nas palavras do Ventania.

Só para loucos
Isto é só para loucos
Caretas, não
Só para loucos
Isto é só para os raros

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Paul Atreides nasceu para ser um líder, e quando seu pai é mandado para um planeta distante por que o império tema que ele seja uma ameaça, ele é obrigado a aculturar-se para liderar Arakis, um dos planetas mais inóspitos conhecidos. Arakis também conhecido como Dune, é o produtor da especiaria Melange, que torna possível a viagem espacial, aumenta a consciência do usuário e é a base de toda aquela sociedade. A Música do Blind Guardian parece descrever os efeitos da Melange.

The morning sun of Dune
there’s no tomorrow
the apparation of this land and it’s dream
makes me feel I’ve seen it before
I can taste there’s life
everywhere you can find
in the desert of my life
I see it again and again

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A obra de Orwell é um clássico da ficção científica, uma distopia poderosa. Em versos poderosos  Bowie traduz o desespero da perda  das mínimas liberdades, de viver em uma sociedade em que até mesmo a história e a língua são totalmente subordinadas a esse governo repressor.

Someday they won’t let you, now you must agree
The times they are a-telling, and the changing isn’t free
You’ve read it in the tea leaves, and the tracks are on TV
Beware the savage jaw
Of 1984

They’ll split your pretty cranium, and fill it full of air
And tell that you’re eighty, but brother, you won’t care
You’ll be shooting up on anything, tomorrow’s never there
Beware the savage jaw
Of 1984

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Mais um exemplo de como não há ninguém como o Blind Guardian para desenvolver narrativas de fantasia em suas músicas. A série A Roda do Tempo é uma saga de fantasia medieval que possui 14 volumes escrita pelo Americano Robert Jordan.

Now there is no end
The wheel will turn, my friend

I’m in flames
Cause I have touched the light
It pulls me son
We shall be one
Forevermore
That’s all I want
It’s all I need
Everything is fixed
There’s no chance
There’s no choice

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Um dos mais eficazes mecanismos de controle oferecidos pelo governo de Admirável Mundo novo era o Soma, uma droga sintética capaz de impedir que o indivíduo experimentasse qualquer sentimento de insatisfação.

Soma is what they would take when
Hard times opened their eyes
Saw pain in a new way
High stakes for a few names
Racing against sunbeams
Losing against fig trees
In your eyes

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No conto formidável de Phillip K. Dick que deu origem a Blade Runner, sucesso do cinema, o autor se pergunta se os andróides, seres de inteligência artificial são assim tão diferentes dos homens biológicos. A música de Gary Numan fala sobre a solidão, sobre ter uma vida pré estabelecida e sentir-se frustrado em suas relações. A obra de Phillip K. Dick se encaixa perfeitamente a música.

You know I hate to ask
But are ‘friends’ electric?
Only mine’s broke down
And now I’ve no-one to love

 

The History of O. narra a história de uma mulher que aceita tornar-se a submissa de um homem misterioso. Durante o livro todo não ficamos sabendo seu nome, o livro publicado em 1954 deixa qualquer romance erótico moderno “no chinelo” ao retratar uma relação sadomasoquista.A música de Damien Rice conta a história de um amor complicado. Em certo ponto da música ele pede para que Amie sente em seu muro (aproxime-se de suas barreiras) de lhe conte a história de O.

Amie come sit on my wall
And read me the story of O*
And tell it like you still believe
That the end of the century
Brings a change for you and me
Nothing unusual, nothing’s changed
Just a little older that’s all
You know when you’ve found it,
There’s something I’ve learned
‘Cause you feel it when they take it away

 

 

 

 

Todo Seu (Sylvia Day) e a série Crossfire

por Mariana Guarilha

A série Crossfire possui cinco livros: Toda sua, Profundamente sua, Para sempre sua, Somente Sua e o recentemente lançado no Brasil Todo Seu. Nos planos originais da autora  a série teria três livros, e isso se traduz em dramas que se estendem desnecessariamente.

Famosa pelo erotismo, Sylvia Day deixa a desejar nas cenas de sexo um tanto comuns e repetitivas (toda vez que descrevia as veias do pau do Gideon, eu perdia dez minutos cantando Unidos do caralho a quatro), porém tem o mérito de dar nome aos órgãos sexuais, ao contrário do que acontece em Cinquenta Tons de Cinza(E.L.James), obra que conta uma história parecida.

Os protagonistas

evaEva Trammel é filha de uma socialite e um policial. Sua mãe coleciona casamentos com “figurões” e dá bastante valor a segurança conquistada com o dinheiro.Teve uma série de problemas devido a violência sexual que sofreu no início da adolescência, mas parece ter superado bem os fantasmas do passado. No início da série, especificamente no livro Toda Sua, ela está de mudança para Nova York para ingressar em seu primeiro emprego. Apesar de aceitar que sua mãe e o padrasto custeiem seu apartamento no Uper West Side, ela não aceitou a ajuda deles para facilitar seu caminho na vida profissional, e começa a trabalhar como assistente de um publicitário. Além da mãe e do padrasto, que vivem na cidade, ela também possui a segurança de ter se mudado com seu melhor amigo Cary, um modelo bissexual que ela conheceu na terapia de grupo.

Gideon Cross é um milionário extremamente jovem que tem problemas de convivência com a família. Quando criança seu pai arquitetou um esquema de pirâmide e caiu em desgraça pública , se matando logo em seguida. Também tem um histórico de abuso sexual na infância, e ao contrário de Eva, nunca teve o apoio da família para superar o trauma.De início é apresentado como um homem muito sozinho, mas a autora muda de ideia e acaba incluindo alguns amigos na trama : Manuel, Arash e Arnoldo, parecem que ter futuro como protagonistas.

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Fanart mostra Cary, Eva e Gideon

O passado de Eva e Gideon

henry_cavill_by_fandiasO livro em que conhecemos os personagens não se demora a nos apresentar sua rotina antes que eles sejam colocados juntos. Eva se encontra com Gideon quando vai conhecer seu local de trabalha que fica no Crossfire, edifício onde está localizada a sede de sua empresa. A autora não especifica muito a área de atuação de Gideon, mas fica claro durante a leitura que ele possui uma cadeia internacional de hotéis, algumas casas noturnas,  e que é dono do prédio onde Eva mora e também do prédio onde ela trabalha. Gideon também é o acionista majoritário da Vidal Records, empresa da família de seu padrasto. Conforme lemos descobrimos que a necessidade de manter as pessoas sob controle faz com que Gideon escolha se tornar o dono de algumas propriedades.

Eva aproveitou a época da faculdade para se reaproximar do pai. Victor Reys, um policial latino que sua mãe desprezou por precisar do escudo de riqueza que seus maridos milionários sempre ofereceram, é carinhoso com Eva, muito mais caloroso inclusive que a mãe com quem ela teve mais contato. Mônica, a mãe de Eva sempre se mostrou bastante controladora, e Eva desculpava suas intromissões acreditando que seu comportamento fosse causado pela culpa que sentia em relação ao que aconteceu com ela no passado.

A não ser pelas sequelas de violência sexual (aliás, aviso de gatilho, há pelo menos uma descrição bem gráfica de violência sexual na série) que ambos carregam, os problemas enfrentados pelo casal são bastante corriqueiros: ciúmes do ex, insegurança, dificuldade em se abrir, o tipo de drama que as pessoas se identificam por que são problemas que elas já viveram.

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Dramas Paralelos:

Megumi

031_klsadakoA moça trabalha na mesma empresa que Eva, e as duas mantém uma relação amigável. Quando Megumi conhece um homem que parecia ter todos os atributos necessários: bonito, rico e bem-educado, parecia que teríamos outro casal feliz. Porém nossas esperanças são frustradas quando Megumi passa um tempo sem aparecer no trabalho.Quando retorna pede para conversar com Eva em particular e é revelado que o rapaz estava sendo extremamente violento com ela em jogos sexuais que escaparam do controle. Após o acontecido a alegre recepcionista já não se sente bem perto dos homens. Não dá para ignorar que Eva parecia correr o mesmo risco com Gideon.

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O melhor amigo de Eva tem graves problemas, desde a época em que eles moravam na Califórnia Eva percebeu que Cary utiliza o sexo para se distanciar das pessoas. Bissexual, ele mantém um relacionamento com Tatiana e Trey ao mesmo tempo. Quando se descobre apaixonado por Trey, Tatiana revela que está grávida.

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Mônica Trammel

A mãe de Eva apesar de ter se apaixonado na juventude por um policial, decidiu que precisava ter dinheiro para se proteger.Porém a personagem é muito mais do que a socialite cabeça-oca que poderíamos imaginar por suas pequenas aparições nos quatro primeiros livros. Sua história está cheia de lacunas que demonstram que ela é alguém muito diferente do que aparenta.

Os Segredos de Colin Bridgerton – Júlia Quinn

por Mariana Guarilha

downloadColin Bridgerton sempre se sentiu menos abençoado que seus irmãos mais velhos: Anthony tinha o título que fora de seu pai, Benedict o talento para a pintura, e ele se sentia somente o irmão mais novo e menos capaz diante deles.E para piorar ninguém parecia ter muito a dizer sobre ele, e cada vez que lia uma alusão das notas de Lady Whistledon sobre seu bonito sorriso tinha certeza que o mundo o enxergava apenas como um tolo sorridente, uma versão inferior de seus irmãos. Não tornava mais fácil o fato de que até mesmo ele não sabia direito o que esperar de sua vida, por isso costumava empreender grandes viagens e permanecer longe da família, por mais que os amasse e sentisse falta deles.

Penélope Featherington quase fazia parte da família Bridgerton, de fato Violet se agradava tanto dela que nutria esperanças a respeito de que ela pudesse se tornar sua nora.Penélope sempre teve um interesse especial por Colin, de fato esteve apaixonada por ele desde os 16 anos, mas pouco tempo antes teve motivos de matar suas derradeiras esperanças. Quando foi apresentada a sociedade, um pouco cedo demais enquanto ainda mantinha a gordura infantil ,Penélope fora vítima do péssimo gosto de sua mãe que a vestia sempre com cores cítricas que não favoreciam seu tom de pele claro e seus cabelos ruivos. A menina já era um tanto tímida, e perceber o desinteresse geral da sociedade a fez se retrair ainda mais.

Diante das investidas da mãe no passado e de sua pressa ao vê-lo casado,  Colin se irritou e declarou aos irmãos: “Eu não pretendo me casar tão cedo.. e muito menos com Penélope Featherington”. Teria sido essa uma conversa banal, se não estivesse Penélope saindo da casa de sua mãe, e escutado. Apesar de estar apaixonada, Penélope reuniu toda a sua dignidade e respondeu: “Eu nunca pedi que se casasse comigo”, deixando Colin deveras envergonhado, tão envergonhado que ficou sem palavras.

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Fan Art – Penélope e Colin

Penélope  foi um personagem presente em todos os livros da série “Os Bridgertons”, assistimos Lady Bridgerton coagir aos filhos mais velhos para dançar com ela, lemos as menções de Lady Whistledon sobre as escolhas desastrosas de sua mãe para seus vestidos e nos compadecemos da menina tímida atirada no seio da sociedade por uma mãe pouco atenciosa. Quando no fim de “Um perfeito Cavaleiro” ela enfrenta Colin altiva e declara que nunca havia pedido que se casasse com ela e nem ao menos deu a entender a alguém que esse era seu desejo, sabíamos que a menina tinha crescido muito desde sua primeira aparição.

Gosto da dinâmica do casal: ela amando em segredo e sem esperanças, e ele procurando nela  amizade. Me desagrada um pouco que Colin tenha demorado tanto a perceber o amor que lhe era ofertado, e o considero um tanto egoísta ao passar tanto tempo falando do que sente sem nunca pensar em Penélope. Gosto que ela tenha perdido a paciência com ele algumas vezes, pois quem não perderia a paciência diante daquele garoto mimado?

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Fan Art – Penélope e Eloise

Outra personagem que me irritou profundamente foi Eloise, para quem se gabava de interessar-se pelos dramas de todo mundo, ela deixou a desejar na hora de “dar uma mãozinha” para a amiga apaixonada. Ironicamente , me agradou que Júlia Quinn  pesasse um pouco nas tintas na hora de mostrar os defeitos de seus personagens: Anthony é arrogante, Benedict tão romântico que muitas vezes deixava de lado o senso prático e Colin e Eloise são um tanto egoístas.

A revelação de quem seria a famosa colunista social que não tem medo de citar o nome dos nobres nas histórias que relata é mais um trunfo desse volume que foi um dos mais divertidos da série.

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(Review)Outlander 2:07- Faith

pot Ethel DuveenBN-OD070_grave_M_20160521170852Foi intenso, triste e bastante fiel à história original. Até a turma do “mimimi” admitiu ter gostado desse episódio. Caitriona Balfe se superou, e sua atuação já era espetacular. Retratou com muita propriedade a dor e o luto de uma mãe que perdeu sua primeira filha. Partiu meu coração em mil pedaços, sofri mais assistindo o episódio do que quando li essa parte do livro, e isso dificilmente acontece comigo.

13220931_1076448332430290_4056220281342217182_nBoston, 1954. Foi uma ótima surpresa começar o episódio com Claire e a pequena Bree ( que fofa!) no futuro; a imagem delas juntas fez um contraponto perfeito para a cena seguinte quando somos imediatamente lançados de volta para Paris e para o momento em que Claire perde sua primeira filha, Faith.
Madre Hildegarde consola Claire enquanto Monsieur Forez faz o que pode para salvar sua vida – não há nada que ele possa fazer por Faith, a criança já está morta. Claire acorda assustada e confusa e pergunta incessantemente onde está o seu bebê, exige que tragam a criança para ela: “Where is my baby? Bring me my baby!” Haja coração!
Claire está com muita febre e nem Madre Hildegarde acredita mais em sua recuperação, mas no meio da noite o queridíssimo Mestre Raymond chega para ajudar sua amiga. Ele pergunta para Claire o que ela vê e ela responde que vê uma luz azul. Raymond diz que a luz vai curá-la e a toca delicadamente. Claire sente a infecção sendo drenada de seu corpo e quando Mestre Raymond vai tirar os restos da placenta que causavam a infecção ele manda que ela chame por Jamie. Raymond está salvando a vida de Claire, mas ele sabe que somente ao invocar o amor de Jamie, ela encontrará a força necessária para sobreviver. Isso é que é amor!!!! Claire diz que é perigoso para Raymond estar ali, ele responde citando a frase que ela mesma lhe disse há alguns dias atrás: “É isso que os amigos fazem uns pelos outros.” Ah como eu amo a amizade desses dois!

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Madre Hildegard conta para Claire que Jamie está preso na Bastilha e que Jonathan Randall não morreu. Claire está profundamente magoada com Jamie: “A vingança foi mais importante para ele do que eu e nossa filha.” Ela diz para Madre Hildegard que não há mar suficientemente profundo para enterrar o que Jamie fez com ela. A tristeza ocupa cada milímetro do coração de Claire, não há lugar para perdão.
Passam-se algumas semanas, Fergus vai até o hospital e leva Claire para casa. Ela está devastada pelo luto e é recebida com carinho e reverência pelos empregados. Suzette se compadece de sua patroa e Magnus fica feliz por tê-la de volta. Claire agradece à Magnus e se curva humildemente diante dele. Foi um momento comovente que me levou novamente às lágrimas. Não foram poucas durante esse episódio e elas voltam mesmo agora, enquanto escrevo essa resenha.

BN-OD071_fergus_M_20160521171319Fergus tem um pesadelo e relutantemente conta para Claire que Black Jack o atacou no bordel. Foi terrível assistir a cena do estupro e ver o sofrimento e a culpa de Fergus quando ele conta tudo para Claire, mas esse é um evento importante demais na história para não ser retratado de forma fidedigna, ainda que extremamente dolorosa. Fica muito claro para nós, e para Claire, o que Jamie sentiu ao ver seu agressor fazer com o pequeno Fergus a mesma coisa que havia feito com ele.
Claire pede para Madre Hildegard conseguir uma audiência com o Rei, ela quer interceder por Jamie. A freira lhe diz que o Rei exigirá um pagamento, em troca de sua clemência Claire terá que deita-se com ele. Ela diz que está disposta a deixar sua virtude em Paris, junto com tantas outras coisas que já perdeu ali.

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Claire chega no palácio e o vestido verde escuro que ela está usando é simplesmente deslumbrante! Aliás, preciso elogiar de novo a Sra. Terry Dresbrach. O figurino dessa temporada é um personagem por si só. Mais alguém reparou na biblioteca por onde ela passa ao se dirigir para os aposentos de Rei? Fiquei literalmente babando com aquele cenário, sonho da vida de qualquer apaixonado por literatura. Quero uma pra mim.
O Rei recebe Claire e gentilmente lhe oferece um chocolate espanhol. O traje do Rei também é espetacular e Lionel está uma gracinha na pele de Louis, deliciosamente arrogante. Como não ser arrogante quando você é o Rei?

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Ele pergunta para Claire como pode ajudá-la e ela pede que ele liberte Jamie. Ele diz que haverá um preço e Claire responde que está inteiramente ao seu dispor. O Rei se aproxima BN-OD068_occult_M_20160521165834de Claire e temos a impressão que ele vai beijá-la mas ele a leva para uma sala secreta onde ela se depara com um velho conhecido seu, o soturno Monsieur Forez. A presença do carrasco é um mal presságio e para piorar a situação entram em cena Mestre Raymond e o Conde de St Germain. Ambos estão sendo acusados de praticar as artes ocultas. O Rei pede que La Dame Blanche os julgue e dê sua sentença, no final um deles deverá ser entregue ao carrasco. Há um confronto entre Claire e o Conde, e finalmente Stanley Weber marcou presença com uma interpretação impecável em sua última aparição na série. Claire sugere que os dois bebam veneno, na verdade é cáscara sagrada. Ela diz que se eles sobreviverem Louis deve deixá-los ir. O Rei concorda com o pedido, mas após beber sua porção da taça, Mestre Raymond acrescenta veneno à bebida. A pedra no colar de Claire muda de cor e assim o Conde sabe que vai morrer. Ele amaldiçoa Claire e Raymond, bebe o veneno e morre. O Rei dispensa Mestre Raymond e manda que ele nunca mais volte a pisar na França.
Claire pensa que já pagou o preço pela liberdade de Jamie, mas ela está enganada. O Rei a leva para a alcova e ela se submete à ele. A performance do Rei é rápida e desajeitada – exatamente como Claire a descreve no livro.

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BN-OD072_king_G_20160521171619Jamie chega em casa e pergunta para Claire se o bebê era menino ou menina. Ela não responde a princípio, mas acaba contando que era uma menina e que Madre Hildegard a batizou com o nome de Faith. Claire diz que viu a bebê antes dela ser enterrada, e nesse momento ela se lembra da criança em seus braços. Essa foi uma das cenas mais tristes de todo o episódio. Claire canta para sua filha, que não pode mais ouvi-la, e somente Louise consegue fazê-la entregar a menina para que possa ser enterrada. Muitas lágrimas são derramadas nesse momento.
Claire confessa para Jamie que se sente culpada pela morte de Faith, ela diz que pensou mais em Frank do que em preservar sua família. Jamie tenta consolá-la – Oh, Jamie! – dizendo que Frank também é a família dela, ele também diz que há muito tempo atrás já perdoou tudo que ela fez e tudo que possa vir a fazer. Me lembro imediatamente do episódio 9 da primeira temporada, quando eles brigam depois que Jamie a resgata das mãos de Jack Randall. Ele pede perdão, ela pede perdão e ele diz exatamente a mesma coisa, que já havia perdoado ela há muito tempo atrás. Esse é Jamie sendo Jamie, ele decide perdoar Claire por tudo, antes mesmo de saber do que se trata. Isso é que é amor!!!!! Oh Jamie…

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Claire não gosta de meias palavras e conta para Jamie que dormiu com o Rei para que ele fosse solto. Mais uma vez ele compreende e diz que sabe que ela se entregou para salvá-lo, assim como ele se entregou a Randall para salvá-la. Claire pergunta para Jamie como eles sobreviverão à tudo isso e ele diz que somente juntos conseguirão suportar tamanha dor. “Bring me home to Scotland”, Claire pede, e com os olhos marejados Jamie sorri diante da perspectiva de voltar para casa. “Aye, Scotland”, ele diz.
Eles vão ao túmulo de Faith para se despedir da filha e dão as mãos mostrando que estão mais uma vez juntos e conectados.

fullscreen-capture-5232016-103752-am-bmp P.S. – O que foi aquela barba tenebrosa que colocaram no Sam? O homem fica lindo com sua barba natural, que aliás é bem ruiva. Aquilo foi maldade da Starz. Cadê a verba para fazer uma barba falsa decente? Cadê um maquiador competente para trabalhar naquela emissora? Cadê o Talibã pra mandar um homem bomba explodir o departamento de maquiagem da Starz???? Alguém tem que fazer alguma coisa.
P.S .2 – Acredito que teremos uma trégua emocional no episódio 8, afinal ninguém suporta duas doses seguidas de tamanha comoção! A boa notícia é que vamos voltar para a querida Escócia e conhecer o insuportável Lord Lovat, avô paterno de Jamie. E pela Graça de Deus, teremos a volta definitiva do kilt e de seu inseparável joelho pornográfico. Oremos.
P.S 3 – Depois tem mais sofrência. Muito mais. Muito mesmo. Deus nos ajude no final da temporada!

Nunca julgues uma dama pela aparência- Sarah McLean

Nunca Julgue Uma Dama Pela Aparênciapor Mariana Guarilha

O quarto volume que encerra a série O Clube dos Canalhas conta a história de Chase, o mais misterioso dos sócios do Clube de Cavaleiros mais exclusivo de toda a Londres, o Anjo Caído.

Quando Chase, financiado pelo seu irmão, tem a ideia de dar origem ao Anjo Caído, ele procura três nobres infames como Sócios:

O Marquês de Bourne, um jogador inveterado que reduziu toda a fortuna de seu legado a quase nada em uma mesa de vinte e um.Seus conhecimentos sobre a jogatina eram o principal atrativo nele. Além de ter perdido muito dinheiro nos antros de Londres quando ainda convivia com a nobreza, ainda sobreviveu graças a esquemas de jogos nas ruas quando caiu em desgraça . A história de Bourne é conta no livro Entre o Amor e a Vingança.

Cross, que por sentir-se responsável pela morte de seu irmão mais velho , ignora seu título de Conde e usa suas habilidades matemáticas para cuidar das finanças do Clube.Ele foi o primeiro a ser recrutado por Chase, que tirou-o de um bordel onde afogava as mágoas entregando-se ao vício.  A História de Cross é abordada no livro Entre a culpa e o Desejo.

O terceiro sócio é Temple ficou conhecido como “Duque Assassino” após acordar envolto em sangue na cama da noiva de seu pai. Suas habilidades com a luta fazem dele inestimável no Anjo Caído. Todo homem que perder uma fortuna no clube tem a chance de reavê-la se vencer Temple no ringue que fica no subsolo. Sua história é contada no livro Entre a Ruína e a Paixão.

Com toda a capacidade de planejamento e a sensibilidade que teve para dar conselhos aos amigos apaixonados, não me causou surpresa quando descobri que Chase é uma mulher, aliás nem se pode se chamar isso de “spoiller” com essa capa. Quando ela se apaixona pelo jornalista Duncan West, ela terá que decidir se coloca seus segredos em risco para viver essa paixão.

Não quero falar sobre a identidade de Chase para não estragar a experiência de quem ainda leu o livro, mas adianto que é uma personagem desenvolvida pela autora em uma outra série de sucesso, a exemplo do que acontece com Penélope, protagonista do primeiro livro da série. Faz todo o sentido Chase ser obcecado pelos segredos da nobreza já que seu passado revela que foi o julgamento desta nobreza que ameaça tanto sua tranquilidade.O desenvolvimento do romance entre personagens que já conhecíamos(e amávamos, por que eu já amava Dundan e Chase) e a forma como o amor de Chase por sua filha faz com que esteja disposto aos maiores sacrifícios fazem desse livro o meu preferido da série.

 

ESTRANHOS NO PARAÍSO(HQ)

por Mariana Guarilha

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725435.jpgO quadrinho independente de Terry Moore pretende acompanhar os dramas da vida cotidiana de três jovens: Katchoo, Francine e David. Os três amigos vivem um triângulo amoroso, e tem que lutar para que suas paixões não correspondidas não atrapalhem sua amizade. A exemplo deste, os outros problemas enfrentados por eles não rendem aventuras épicas ambientadas em cenários fantásticos, mas causam uma identificação imediata no leitor por serem corriqueiros.

Francine é uma garota comum, um tanto frágil e atrapalhada, a perfeita heroína de uma comédia romântica. Ela desperta em Katchoo, sua amiga com um passado no mundo do crime, a necessidade de protegê-la. Katchoo é apaixonada por Francine, e está sempre castigando Freddie Femur, seu ex-namorado, que não a tratou com o devido cuidado. O humor um tanto negro envolvido nos diversos castigos sofridos por Freddie Femur é um deleite a parte.

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sip2 (1)Francine e Katchoo se conheceram na adolescência,história contada no encadernado Tempos de Colégio, narrativa que utiliza a música Rock Around The Clock, de Bill Halley and His Comets, para marcar o quão diferentes foram os caminhos seguidos pelas personagens até se encontrarem. Também há  menção a um desastre durante a peça “Estranhos no Paraíso“,apresentada no colégio e  que uniu as duas amigas.

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Assim como Katchoo é apaixonada por Francine, David é apaixonado por Katchoo. A mocinha de péssimo temperamento se chama na verdade Katina Choovanky e possui um grande talento para a pintura, embora já esteve envolvida em atividades menos louváveis. A personalidade doce e introspectiva de David cria um belo contraste diante do forte e explosivo temperamento de katchoo.

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Com personagens apaixonantes e extremamente capazes de gerar uma identificação instantânea com o leitor e uma história leve e com um humor de fácil absorção, Estranhos no Paraíso conquista, e é capaz de agradar mesmo quem não está habituado a narrativa dos quadrinhos independentes.

Além do reconhecimento do público, Estranhos no Paraíso também foi premiada diversas vezes: Recebeu o  Eisner Awards em 1996, prêmio de  melhor história serializada com Sonho por você. Também recebeu o National Cartoonists Society Reuben Award por melhor quadrinho em 1997, um ano depois. Em reconhecimento a representatividade em suas histórias, recebeu o o prêmio GLAAD Award por melhor quadrinho em 2001.

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Entre a Ruína e a Paixão- Sarah MacLean

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Entre a Ruína e Paixão é o terceiro volume da série O Clube dos Canalhas que conta a história dos quatro sócios do Clube para Cavaleiros conhecido como Anjo Caído. Bourne, Cross, Temple e Chase são cavalheiros que caíram em desgraça e decidiram se unir para escandalizar a alta sociedade de Londres.

Enquanto Bourne é o jogador inveterado que cuida especialmente das operações no cassino, Cross atua como contador e Chase recolhe os segredos responsáveis por mante-los fora de perigo, a tarefa de Temple na sociedade é a mais braçal.

O homem corpulento reina absoluto nos subsolos do clube onde homens desesperados para recuperar a fortuna que perderam no jogo o desafiam para uma luta sangrenta. Aquele que o derrotar pode reaver tudo o que perdeu no salão, porém ele permanece invicto desde que o Clube abriu suas portas.

Só existe um homem com quem o “Duque Sangrento” ou o “Duque Assassino”, como costumam chamar Temple pelas suas costas nunca deixou pisar em seu ringue, um jogador que o acusa de ter assassinado sua irmã, a antiga noiva de seu falecido pai.O que atormenta Temple é que ele estava tão bêbado quando acordou em uma cama toda suja de sangue que nem mesmo ele tem certeza de não ter matado a mulher com quem teve uma única noite de amor.

Quando Mara o aborda em uma rua escura, por um momento ele teve a certeza de estar vendo um fantasma. A mulher que teve a coragem de deixar que o mundo acreditasse que ele era um assassino agora oferece sua retratação pública em troca do dinheiro da família que seu irmão perdeu no jogo. Poderá o famoso “Duque Assassino” escapar das artimanhas da mulher que o fez cair em desgraça? Poderá Mara fazer dele sua vítima mais uma vez?

Gosto muito da forma como as coisas se desenvolvem na série. Temple ser um gigante gentil pode não ser muito original, mas ao vê-lo resolver a maioria dos seus problemas sem o uso da força, nos encanta da mesma forma. Quanto a Mara é impossível não compreender o que ela fez no passado, apesar de lamentarmos a desgraça de Temple. Neste terceiro volume já estava acostumada ao ritmo da autora e creio que aproveitei melhor o desenvolvimento da história.

 

Um Perfeito Cavalheiro-Júlia Quinn

Um Perfeito Cavalheiropor Mariana Guarilha

O terceiro volume da série “Os Brigertons” tem a pretensão de recontar um conhecido conto de fadas. Talvez por este motivo  cause reações tão fortes, a maioria das pessoas ou gosta muito desse livro ou se sente ludibriada pela autora pela apropriação dessa história que já ouvimos tantas vezes.

Benedict, o segundo filho do casal Violet e Edmund, fica encantado com uma desconhecida em um baile realizado em sua casa. Os dois dançaram uma valsa,e tiveram um momento em uma das sacadas da mansão, porém afastados prematuramente, não tiveram tempo de revelar sua identidade.

 

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Ilustração feita por um fã

Ao contrário de Benedict, nós sabemos o tempo todo de quem se trata a moça misteriosa. Sophie, apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada a condição de criada por sua madrasta após a morte do pai. Só o fato de o baile permitir que se esconda atrás de uma máscara a encoraja a desafiar sua madrasta a e comparecer a uma evento da sociedade londrina. Esse único ato de rebeldia mudará sua vida para sempre. Quando a madrasta percebe o que fez a expulsa de casa, separando-a de suas duas irmãs e expondo-a um grande número de perigos.

Benedict é o segundo irmão, e sofre com sua condição de número 2. Viver a sombra de Anthony tem sido um problema já a algum tempo, e talvez por isso ele tenha comprado uma propriedade longe de sua família. Também é um lugar onde ele pode ter paz para pintar, seu grande talento. Pessoalmente, Benedict não é um dos meus Brigertons favoirtos, em grande parte por que o considero um pouco velho demais para essa crise de identidade com relação a sua família.

O grande destaque do livro para mim e o que me faz gostar da história é a reação de Violet quando descobre que seu filho está apaixonado por uma criada, ela prova que é a mãe mais amorosa  ao apoiá-lo e receber com tranquilidade a notícia. Mais do que isso, ela se mostra disposta a enfrentar grandes adversidades para que o filho seja feliz, e se nos livros anteriores ela me pareceu um tanto frívola e incômoda por sua insistência em arrumar pares para seus filhos, neste ela me conquistou demonstrando a grande mulher que é.

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