Lone Star – Paullina Simons

Lone Star

Por Ethel Duveen

Os irmãos Blake e Mason Haul namoram as amigas Hanna e Chloe Divine. Amigos de infância, os quatro são típicos adolescentes americanos e vivem em uma pequena cidade do interior do Maine, nos Estados Unidos. Prestes a se formar no ensino médio, seu maior sonho é conhecer a ensolarada Barcelona, mas os pais de Chloe não querem deixá-la viajar e sua única aliada é sua avó, que promete patrocinar a viagem e ainda convercer os pais de Chloe  a permitirem que ela vá, com a condição de que eles concordem em visitar alguns parentes distantes da família que moram em Latvia, no leste europeu, antes de irem para Barcelona. 

Obrigados a aceitar as condições de Moody eles partem para a Europa, mas seus planos de viagem irão por água abaixo quando Hanna e Chloe conhecem Johnny Rainbow, um rapaz carismático e cheio de surpresas que se oferece para ser seu guia turístico e pede em troca apenas um lugar para dormir.

Apesar de sua pouca idade, Johnny tem apenas 19 anos, ele possui conexões em diversas cidades da Europa e tem uma percepção muito madura da vida e do comportamento humano. Johnny não disfarça seu interesse por Chloe; Chloe, por sua vez, não resiste aos encantos de Johnny e com uma pequena ajuda do destino os dois acabam vivendo uma história de amor tão intensa quanto efêmera – Johnny está prestes a se alistar no exército americano e partir para a guerra no Afeganistão.

O texto sempre poético e envolvente de Paullina Simons é narrado sob as perspectivas alternadas de Chloe, Hanna, Mason e Blake, esse recurso literário, junto com as observações sagazes de Johnny, vai deixando claro que as relações entre os dois casais escondem segredos e mentiras que podem abalar os laços que os unem durante toda uma vida.

Perto do final o livro há uma referência à saga “O Cavaleiro de Bronze”  que a princípio é bem sutil e creio que apenas os leitores mais atenciosos vão compreender, porém conforme a história se aproxima de seu clímax essa referência ganha corpo e enriquece exponencialmente o enredo de alguns dos personagens.

Para quem ficou curioso vou revelar em linhas gerais do que se trata essa referência, sem, no entanto, entregar nada referente ao desfecho da trama. Mas se você, assim como eu, prefere ser surpreendida e não gosta de nenhum tipo de SPOILER, pare de ler a resenha por aqui.

SPOILER ALERT!!!!!!!!

A questão é que Johnny Rainbow é ninguém menos do que o filho de Anthony, neto de Shura e Tatiana e no final temos até um pequeno vislumbre do nosso querido casal, com idade avançada e vivendo em sua bela casa no coração do Arizona.

Confesso que eu não tinha a menor ideia dessa referência e fiquei com lágrimas nos olhos ao rever os nomes dessas pessoas tão queridas impressos mais uma vez nas páginas de um livro. Leitura agradável e comovente para qualquer um que aprecie um livro que consegue ser ao mesmo tempo leve e profundo, eu diria que é praticamente obrigatória para os fãs de Tatiana e Alexander Barrington.

 

Anúncios

Um comentário sobre “Lone Star – Paullina Simons

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s