Filmes Da Semana – Dicas da Paty

Neste dicas da semana selecionei uma excelente comédia em família, um clássico repaginado, um ator de comédia fazendo um filme de ação de tirar o folego e um drama que fará torcer e chorar pela mocinha. Espero que gostem!

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Victor Frankenstein (2015)

Neste clássico repaginado, Daniel Radcliffe interpresa Igor, um prodígio autodidata e corcunda que trabalha no circo local até ser resgatado por Victor (James McAvoy) um médico brilhante a beira da loucura que após perder o irmão tem como missão de vida conseguir trazer os mortos de volta a vida. Excelente ambientação e figurino de época também conta com bom elenco.

 

 

 

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Horas de Desespero (2015 – No Escape)

Comecei a ver o filme achando que seria comédia, nunca imaginei Owen Wilson em um filme de açã0 como este, que nos faz perder o fôlego e sair da sala para tomar um ar. Quando o jovem Jack se muda com a família a trabalho para o Leste Asiático não imaginava que chegariam em meio a um Golpe de Estado e que eles seriam parte do alvo.

 

 

 

 

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Joy: O nome do Sucesso (2016)

Inspirado na história real da inventora de produtos domésticos Joy Mangano, uma mulher persistente e determinada a mudar de vida, e que desde pequena era incentivada pela sua avó e desacreditada por todo o resto. A falência e a falta de estímulos não foram suficientes para deter essa feroz mãe de dois filhos, que com a ajuda do ex marido e sua melhor amiga alcançou o sucesso e faz bonito até hoje, uma história inspiradora. Conta ainda com uma elenco de estrelas, Robert De Niro, Bradley Cooper e Jeniffer Lawrence que concorreu ao Oscar 2016 de Melhor Atriz e digo que ela está magnifica neste filme.

 

Bem Armadas (2013 – The Heat)

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Nesta comédia hilária Sandra Bullock e Melissa McCarthy são parceiras na polícia e lutam  contra o crime na comunidade. Eu adoro as duas atrizes,  e as acompanho nas comédias que atuam com outros pares.Um filme com as duas juntas não poderia ser nada além de fantástico, com um humor leve para toda a família, essa aventura rende ótimas risadas. O filme é cheio de confusões, caras e bocas e muitos desastres.

 

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As Regras da Sedução – Madeline Hunter

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por Mariana Guarilha

regrasdaseducaonova_imprensa.jpg.200x300_q85_upscaleAs Regras da Sedução é o primeiro livro da série  “Os Rothwells”, e nos apresenta os irmãos Christian, Hayden e Eliot”. Eles são filhos de um Marquês muito rígido e herdaram uma peculiaridade de sua mãe, a capacidade de se isolar em um mundo próprio. A pobre Lady Rothwell, já falecida ,teria sido uma escritora talentosa, que após ser proibida de publicar seus livros pelo marido, isolou-se na propriedade rural da família, não dando a devida atenção nem mesmo aos próprios filhos.Apesar da triste história familiar, os três irmãos tem muito apreço um pelo outro, e por escolha, permanecem morando na propriedade de Christian, o irmão mais velho, agora  Marquês de Easterbrook.

Hayden é o segundo filho, e acredita ter uma dívida de honra com um amigo: Benjamin foi um amigo querido durante grande parte de sua infância, alegre e impetuoso, fazia com que Hayden se libertasse da rigidez de sua própria casa. Quando a família de Benjamin está ameaçada a viver na pobreza, ele não exita em abrir um Banco,e ainda que isso o faça decair na escala social, prospera e consegue muito dinheiro. Hayden ajudou o amigo nessa empreita depositando seu próprio dinheiro, e os investimentos de sua família que estão sob sua responsabilidade, e convencendo alguns nobres a fazer o mesmo. Além disso, ele coloca suas habilidades matemáticas a serviço do sucesso de seu amigo.

Após o banco se consolidar, Benjamin e Hayden partiram para lutar na Grécia. Os amigos sobreviveram juntos à guerra, mas Benjamin morre ao cair do barco que os trazia para casa durante uma tempestade. As circunstâncias misteriosas e a preocupação que entreviu nas feições de seu amigo naquela noite fazem com que Hayden se sinta culpado pela sua morte.

Após a morte de Benjamin, Hayden continua a ajudar o banco, agora herdado por seu irmão Timothy, que é também a fonte do sustento de suas irmãs Roselyn e Irene, e de sua prima Alexia Wellbourne, uma jovem que ficou órfã e buscou asilo junto a primos distantes. Timothy tem vivido uma vida de exageros desde a morte de Benjamin, e tem sérios problemas com o álcool e o jogo, sendo obrigado a cometer expedientes nada honrosos para manter seu estilo de vida.

A circunstância em que Alexia e Hayden se conhecem não é nada auspiciosa, já que Hayden, após descobrir uma fraude bancária, obriga Timothy a compensar seus clientes e a se retirar para o campo. Apesar da honra de sua conduta, já que motivado pela memória do amigo poupa seu irmão da humilhação pública e das garras da lei,  Timothy leva as mulheres a acreditarem que Lorde Hayden é o culpado por sua situação e que agiu com crueldade ao retirar todo o dinheiro da família do Banco. Timothy não se sente responsável o suficiente pela prima órfã para levá-la a dividir sua pobreza, e Alexia então se encontra desamparada e obrigada a aceitar um emprego como dama de companhia, intermediado por este mesmo homem, por quem passa sentir grande desprezo.

Apesar da inconveniência de suas relações, Alexia e Hayden passam a se sentir atraídos um pelo outro desde o começo de seus conhecimentos. O desenvolvimento do romance entre eles parece um pouco apressado, porém o grande detalhamento da vida pregressa dos dois  dá certa coerência a suas motivações,e torna a história incrivelmente interessante.Os personagens secundários que aparecem, em especial aqueles que sabemos que vamos conhecer melhor nos próximos livros são tão fascinantes quanto os protagonistas. Mal posso esperar pelos outros quatro livros da série.

As Regras da Sedução

A série “Os Rothwells” na ordem de seu lançamento no Brasil

 

Madeline Hunter é uma autora de romances históricos, e apesar de sua paixão pelos nobres ingleses,é americana e vive com o marido e os filhos na Pensilvânia. Ganhou o prêmio RITA 2 vezes e foi indicada ao prêmio outras sete vezes. A autora é phD. em história da arte e também leciona na Universidade da Costa Leste.

 

(Review)Outlander 2:03- USEFUL OCCUPATIONS AND DECEPTIONS

Por Ethel Duveen

Outlander Season 2 2016“Ocupações úteis e trapaças”. O título do episódio resumiu de forma muito honesta o que nós assistimos no último sábado. E não foi nada muito além disso, fiquei com a sensação de estar vendo uma introdução que simplesmente está ficando longa demais.

outlander-teaser-141O dia já amanheceu e Claire desperta com a chegada de Jamie depois de outra noite no bordel com Charles Stuart. Preciso elogiar, de novo, o trabalho espetacular de Terry Dresbrach. O que é aquele roupão da Claire? Representa perfeitamente a opulência do estilo de vida dos Frasers em Paris (Quero um pra mim, lindo demais, a cara da riqueza!). Claire e Jamie se cumprimentam de forma superficial e Jamie sai novamente, apressado, para cumprir seu segundo turno de trabalho cuidando dos negócios de Jared.

Mais tarde Claire está com Louise e Mary Hawkins e se dá conta de que Black Jack não pode morrer antes de se casar com Mary ou não haverá nenhum Frank Randal no futuro.

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O flagrante de Murtagh com Suzette foi hilário. Adorei ver que o Murtagh mesmo sendo “cavalgado” por Suzette continua com aquela cara de poucos amigos. Hilário e se depender de mim podem continuar a fazer esse tipo de mudança.

outlander-teaser-151O diálogo entre Jamie e Duverney na cena do jogo de xadrez deixa claro a intenção dele de manipular Duverney e sabotar os planos de Charles Stuart. E que cenário maravilhoso, um presente para os olhos!!! Por falar em presente para os olhos, Sam está um espetáculo! Alguém  pode me explicar como ele consegue ficar lindo de qualquer jeito, seja sujinho nas urzes escocesas ou vestido como um príncipe no palácio de Versailles? “Num guento”, não!.

Claire vai até a loja de Mestre Raymond e ele, percebendo a necessidade dela de ajudar as pessoas, sugere que ela vá trabalhar como voluntária no L´Hospital des Anges. É importante mostrar isso porque esse impulso de cuidar dos doentes é um dos traços mais importantes da personalidade de Claire. Ela faz isso o tempo todo, em todos os livros, e sempre que aparece alguém doente na história eu imagino a Claire pensando: “Um doente! Me solta que eu preciso curar ele!” Eu respondo mentalmente: Vai lá arranjar encrenca, vai Claire!.

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Jamie descobre que Charles Stuart já tem uma boa parte do dinheiro para financiar a rebelião, e percebe que não estava tão bem informado quanto acreditava. Claire vai até o hospital e nós somos apresentados a Madre Hildegarde e Bouton. Se tem uma coisa que a Starz faz muito bem é a escalação do elenco. Como não se emocionar vendo essas pessoas que só existiam na sua cabeça ganharem uma forma física tão perfeita? Amei a Madre Hildegarde e o cachorrinho que faz o papel de Bouton é gostoso demais com aquele pelo todo arrepiado e sempre fiel aos pés de sua dona. A cena em que ele faz o diagnóstico da infecção na perna de um paciente ficou idêntica a passagem do livro, palmas pela belíssima atuação de Bouton!

Jamie chega em casa e Claire não está lá, ele fica aborrecido e começamos a ver um Jamie um pouco menos apático. Eles discutem quando ela chega  e ele descarrega sua frustração: “Quando é que eu me sinto bem? Quando é que eu encontro um significado no meu dia?” Ambos estão desconfortáveis no papel de conspiradores e mentirosos, eles não são essas pessoas que estão fingindo ser.

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Outlander-2x03-830x548Agora vem a cena que mais me incomodou no episódio. Suzette fala para Murtagh que sabe que nada acontece na cama de Claire e Jamie. Fala com todas as letras! Entendo que a intenção é retratar o trauma de Jamie, mas isso deveria ter sido mostrado no final da primeira temporada. Não porque tenha que ser igual ao livro, mas porque mostrar isso agora ficou fora de contexto e nos obriga a ver um Jamie fraco e sexualmente impotente, o que distorce completamente o personagem que tanto amamos. Se é pra mostrar o trauma pelo menos mostrem também o processo dele sendo curado pelo amor da Claire, ele está completamente sozinho em sua dor. Não dá pra engolir isso não, quem são essas pessoas? Cadê o Jamie super carinhoso que tem até medo de fazer amor com Claire para não machucar o bebê? Cadê a Claire que o ama e o cobre carinho e cuidado quando ele sofre com as lembranças do estupro? Diana, faça alguma coisa pelo amor de Jamie Fraser!

Outlander Season 2 2016Jamie contrata Fergus para roubar as cartas dos Stuart e o leva para morar com eles. O pequeno Fergus é muito fofo, e assim conhecemos mais um personagem muito querido do livro. Adorei o detalhe dele ter roubado o Sawny, outra mudança que acrescentou graça à história.

 Jamie pede ajuda à Madre Hildegard para decifrar o código em uma partitura e eles descobrem que quem está apoiando Charles Stuart é o Duque de Sandringham. Jamie, Claire e Murtagh estão comemorando essa descoberta, porém quando Jamie se afasta Murtagh lembra Claire que quando ele se encontrar com Sandringham vai descobrir que Black Jack está vivo. Claire vê a alegria de Jamie, olha para sua mão, ainda machucada, e não tem coragem de contar a verdade. Eles se abraçam e o episódio termina com um sorriso aniquilador de Sam Heugham.

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PS: Tá bom Starz, mordemos a isca do sorriso, e agora estamos ansiosas para o próximo episódio, onde eu espero muito ver um pouco mais de amor entre Jamie e Claire. Se tiver um pouco de sexo também, eu não reclamo não.

O Orfanato da Srta. Pelegrine Para Crianças Peculiares – Livro II, Cidade dos Etéreos – Ransom Riggs

cidade-dos-etc3a9reos-o-orfanato-da-srta-peregrine-para-crianc3a7as-peculiares-2Nesta sequência de Orfanato da Srta. Pelegrine para Crianças Peculiares, começamos exatamente de onde paramos no livro anterior, as crianças estão dentro de um barco rumo a desconhecida aventura para salvar sua amada cuidadora. Nesta continuação além das crianças peculiares (a garota que mais leve que o ar, a menina mais forte do mundo, o garoto que tem abelhas no estomago, a pequena com a boca na nuca, a que solta fogo pelas mãos, o garoto que ressuscita os mortos e dá vida a objetos, o menino invisível, a garota que faz as plantas crescerem, o menino com sonhos premonitórios e Jacob), contamos com os animais peculiares e o universo maligno dos comedores de peculiares com suas línguas negras de polvo.01riggs-1-articlelargeConfesso que dei muita risada com os animais (este na foto a cima é a JUMIRAFA – Jumento com Girafa, meu favorito), é muita imaginação! Porém, Ranson Riggs mantém a narrativa de acordo com as fotos, diferente do primeiro achei que o livro 2 seguiu mais engessado e impondo situações forçadas por causa de fotos, creio que se ele permitisse vazão da sua linda imaginação teríamos uma história mais rica. Diferente do que ele fala no final do livro em uma entrevista aos fãs e leitores de suas obras.download

Gosto da narrativa de Riggs, fácil de ler e de certa forma te prende pela ação contínua, você fica muito curioso com o que vai acontecer afinal com essas crianças vagando sozinhas, digo crianças de aparência pois na verdade são centenárias.Apesar de seu universo parecer muito macabro, não há nada nem de longe assustador, sendo uma leitura que eu recomendaria para adolescentes e adultos, para crianças com cautela, as mais impressionáveis teriam problemas com as fotos, que trazem um ar sombrio para a narrativa.

Riggs se mostra bem acessível aos fãs, com páginas nas redes sociais e disposto a responder as mensagens enviadas. Em seu canal do YouTube, ele posta vídeos das viagens e escolha de cenários que lhe inspiram. Buscou colecionadores de fotos ao redor do mundo, com o intuito de escrever os livros inspirado pelas fotografias antigas, no próprio livro ele diz que poucas foram editadas.

51JX3zbRjuLO Orfanato da Srta. Pelegrine – livro 3- Library of Souls, em português seria Biblioteca de Almas, ainda não foi publicado no Brasil. Estou aguardando ansiosamente, pois o final do segundo terminou com ligação já no terceiro, inclusive o meu livro 2, adquirido na Amazon.com, possui o primeiro capítulo do livro 3 no final, o que te deixa mais eufórico.

A trilogia caiu no gosto dos jovens e já tomou as redes sociais, sua divulgação do filme fez com que se popularizasse ainda mais já que será feito pelo grande Tim Burton, mestre nas artes sombrias. O trailer oficial do filme já está no YouTube. Porém, as personagens principais foram trocadas de peculiaridades, nos livros Jacob se apaixona pela garota que solta fogo pelas mãos (Emma) já nos filmes será a garota que flutua (Olive).

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Relembrando: Gilmore Girls (Tal mãe, Tal filha)

por Mariana Guarilha

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O seriado “Gilmore Girls” ou “Tal mãe, Tal filha”, como foi chamado em exibição na tv aberta pelo SBT é centrado na relação de Lorelai e sua filha Rory. Lorelai pertence a uma família de elite, mas renuncia a seus privilégios quando fica grávida aos 15 anos e decide criar sua filha de uma forma diferente. Tanto a família de Lorelai, como o pai de Rory, Chris parecem ficar meio de lado, e Lorelai assume sozinha a responsabilidade por Rory.

c13gilmore_l1Apesar de ser a maior figura de responsabilidade na vida da filha, e de sustentá-la sozinha com seu emprego no Independence Inn e depois gerenciando sua própria pousada (Dragonfly Inn), a relação das duas é de intensa amizade. Com uma diferença idade não tão expressiva e Rory sendo uma adolescente fácil de administrar isso não parece tão aberrante assim. A série começa com Rory com 16 anos, porém diversos “flashbacks” nos mostram como foi configurado esse arranjo, com Lorelai se impondo diante dos pais e de Christofer.

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Lorelai e Luke, um dos meus pares românticos favoritos em Gilmore Girls

Muito do apelo de Gilmore Girls se deve a carismática Lorelai, interpretada por Lauren

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A família Gilmore

Graham, a jovem mãe-solteira é dona de um senso de humor peculiar, e está sempre ironizando seus formais familiares. Outro acerto da série são os personagens recorrentes: Sookie, a chefe de cozinha e melhor amiga de Lorelai vivida por Melissa MCartney e Luke Danes (Scott Patterson), o mal humorado proprietário da lanchonete onde diariamente Rory e sua mãe tomavam café são um bom exemplo de coadjuvantes que tinham tantos fãs quanto as protagonistas.

Por conta de seu texto bastante verborrágico, com muitas referências ao cenário da época e a ícones pop, causa estranheza lembrar que Gilmore Girls é um seriado que teve sua primeira temporada no ano 2000, antes da popularização da internet.

Com uma ambientação charmosa, o fictício distrito de  “Stars Hollow”, em Connnecticut, e um humor peculiar, Gilmore Girls conquistou muitos fãs e foi bastante longeva, com sete temporadas, e está prestes a ganhar um “revival” produzida pela Netflix. Os quatro novos episódios terão 90 minutos e receberam o nome de Gilmore Girls:Seasons. Os responsáveis  são  Amy Sherman,a criadora da série e seu marido Daniel Palladino, aguardo muito ansiosa para rever os personagens desse seriado que marcou minha adolescência.

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Filmes da Semana – Dicas da Mari

por Mariana Guarilha

O Justiceiro (The Punisher -2004)

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Dirigido por Jonathan Hensleigh, o filme trás o personagem dos quadrinhos em uma adaptação um tanto dramática. Frank Castle é um homem com treinamento militar e um forte senso de justiça que quando tem toda sua família assassinada por um chefe do crime não poupa esforços para vinga-la, tornando-se O Justiceiro. O filme apesar de prender a atenção não é muito fiel ao personagem desenvolvido na HQ, pois sua vingança é cerebral demais para um homem atormentado em busca de aplacar sua dor pela morte da família. Bom apenas para passar um tempo sem atentar muito para o que acontece na tv.

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Innocent Thing(가시/Gaishi/Thorn – 2014)

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Quando Joong Ki, um jovem professor de educação física em uma escola para moças, reage sem nenhuma responsabilidade diante dos jogos de sedução de sua aluna Yong-Eun, as coisas começam a sair de seu controle. Recém-casado e prestes a ser pai pela primeira vez, ele parece se rebelar contra a sociedade e tudo o que esta exige dele. É um filme difícil, pois ao exemplo do que acontece muitas vezes na vida real com relação ao abuso infantil, as pessoas parecem fechar seus olhos o filme todo. Algumas omissões me incomodaram, como a falta de repercussão quando é cometido um assassinato. Merecem destaque as atuações de Hyuk Jang e Jo Bo Ah. 

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Kramer vs. Kramer (1979)

kramerQuando sua jovem esposa decide ir embora e deixar consigo o filho por causa de uma grave depressão, Ted Kramer (Dustin Hoffman) é obrigado a reorganizar sua vida. Quando tudo parece estar entrando nos eixos, após um ano e meio de sua partida , Joanna (Meryl Streep) volta a cidade e entra em uma complicada disputa judicial pela guarda da criança. Me surpreendeu que um filme de 1979 tenha discursos tão progressistas com respeito a esteriótipos de gênero e seja tão delicado a ponto de não vilanizar diretamente a mãe que deixa sua casa em busca de uma vida melhor.O tratamento desumano de ambos os advogados, o desgaste do casal, tudo retratado com maestria, um filme irretocável.  kramer vs. kramer foi dirigido por Robert Benton.

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tumblr_npo4h7xCTM1qbhnrvo1_500A espiã que sabia de menos (Spy-2015)

Todos sabemos que a maioria dos filmes focados em grandes espiões são exagerados e propensos a humor involuntário. A Espiã que sabia de menos (deus, por que esse título total anos 80?) se aproveita de esse e de outros clichês de filmes do gênero pra fazer uma comédia de “piadas prontas” que é eficiente graças ao carisma de Melissa McCarthy. Destaque para Melissa “divando” nas cenas de ação e não deixando a desejar a nenhum James Bond em sua melhor forma.

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Steve Jobs (2015)

jobsposter.jpgMostrando os bastidores dos grandes lançamentos dos produtos capitaneados por Jobs, o filme busca mostrar sua personalidade e história pessoal. Fiquei um tanto irritada por que esse esteriótipo recorrente do gênio incompreendido que tem condutas antissociais já foi tão explorado na televisão e no cinema que não me desce mais. Também fiquei decepcionada por que o filme se ateve ao Jobs empresário, não falando de sua vida pessoal diretamente, a não ser muito supercialmente quando aborda o relacionamento complicado  com a filha. O filme é redondinho, tem um ritmo acelerado, e mantém a atenção apesar de seu cenário mudar muito pouco. Talvez eu tenha uma noção restrita do que é biografar alguém, porém achei o filme distante demais, e esse é um erro que não poderia ter sido cometido em uma biografia.

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The Magicians – Seriado Syfy

Por Patrícia Azuaga e Mariana Guarilha

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Comparação do livro com a série:

Paty – Li o livro simultaneamente com a série, apesar de fugir um pouco o diretor da série consegue ser ainda mais ousado. Porém, os dois se complementam. Ótimo elenco, figurino e ambientação, conquistou minha atenção semanal. Digno de maratona. A produção também está de parabéns.

Mary: Fiquei apaixonada pelo o livro por se ater a essa parte mais intimista e passarmos muito tempo dentro da cabeça do Quentyn, então quando assisti o piloto da série fiquei meio confusa com toda a ação. Mas não dá pra negar que a adaptação foi muito bem feita. Os núcleos que não estão nos livros, como o das bruxas Edge serviram maravilhosamente ao seu propósito e a produção não nos deixa muita chance pra apontar defeitos.

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Personagens :

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Eliot (Hale Appleman), Alice Quinn (Olivia Taylor Dudley), Quentin Coldwater (Jason Ralph), Julia Wicker (Stella Maeve), Penny (Arjun Gupta) e Margot Hanson (Summer Bishil)

Paty – Prefiro a Alice dos livros e o Penny (Arjun Gupta) da série, o resto dos personagens diria que são bem fiéis. Nesta 1° temp faltaram alguns personagens ou apareceram sem grande destaque, o que fiquei chateada. No episódio 12 da 1° temp apareceu Josh Hoberman  mas foi incluído de uma forma diferente do livro ao convívio com o elenco principal.

Mary: Realmente o personagem que mais senti mudanças foi o Penny, que nos livros é meio gordinho e tem um visual punk mais agressivo, além de ter surtos de raiva e problemas para controlar a agressividade. Porém gosto desse Penny mais competente e centrado da série, que mostra a que veio logo de início. Margot, Eliot, Quentyn e Alice para mim tem sido bem fiéis.

Fidelidade de cenário/ ambientação:

Paty- No meu ponto de vista ficaram faltando muitos detalhes em Brakebillis, como a praça com os animais que se modificam, o grande mar e a praça do treino de Balbúrdia. Brakebills do Sul foi passado muito superficialmente, porém deu uma boa idéia. Gostei de Terra Nula, as fontes, porém não gostei de tanta gente lá, de inimigos e faltaram os prédios. Entendo o orçamento reduzido de séries, porém Fillory ficou muito aquém do meu desejado e esperado, tinha que ser mais mágica, com mais detalhes e os personagens mágicos, vamos ver o que nos aguarda para a segunda temporada.

Mary: Entendo que algumas coisas que funcionaram nos livros poderiam não funcionar tão bem na tv. Gosto da forma como foi retratada Brakebills, apesar da falta de detalhamento sobre as aulas. Amo de paixão a casa dos “garotos da física”, apesar de entender que só quem leu os livros estaria tão ligado nos detalhes desse ambiente.

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O que ficou faltando:

Paty – focaram tanto no drama da Julia e em dar uma história a ela e ao triangulo amoroso do Quentin que alguns episódios ficaram resumidos, superficiais e meio perdidos, por isso o livro foi essencial como complementar, ou melhor dizendo o seriado ilustrou o livro. Até o episódio 12 desta 1° temporada não chegou ao final do 1 livro.Faltou um destaque maior para o torneio de Balbúrdia, perdeu toda a magia. Praça dos animais de folhagem que mudam de lugar.  A vida deles na Cidade e não na Universidade, o Penny morando na Van, coisas que seriam bacanas e pelo jeito foram abortadas.

Mary: Sinto muita falta do terceiro elemento dos garotos da física, ele conferia um equilíbrio para as loucuras de Margot e Eliot. Também queria um desenvolvimento mais detalhado do treinamento em Brakebills do Sul. Ao contrário da Paty, não senti tanta falta dos campos de Balbúdia ou da praça dos animais, talvez por que tinha lido o livro a já algum tempo e tenha desapegado. Gostei também que eles tenham permanecido em Brakebills, a fase em que eles estão formados na cidade se parece demais com a vida real para mim.

O que está esperando para a 2° temporada:

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Paty – Assim como o primeiro livro eu pretendo ler o segundo simultaneamente e torcer para lançarem logo o terceiro livro em português. Esperava o final como realmente ele foi, porque nos livros ele  foi surpreendente o bastante. Espero mais magia, mais truques, mais efeitos especiais.

Mary: Espero que a série me detenha um pouco mais de tempo em Brakebills do que o primeiro livro. Espero que eu tenha mais tempo antes que cheguem os tempos difíceis. Tenho mesmo muito receio de que Fillory não funcione retratada na televisão, mas ao mesmo tempo anseio por conferir que soluções eles darão para essa parte da história. Devo pegar o segundo livro em breve , a série tem me animado demais para isso.

Ultimo Capitulo da 1° temporada (13 episódios):

Paty: estou em choque no momento, o final do livro conseguiu ser milhões de vezes melhor e mais surpreendente, deveriam te-lo seguido a risca ao invés de se basearem bem de longe. No episódio 13 mais uma vez a imposição da personagem Julia acaba com a mágica dos magos de Breakbills.

Mary: Eu gostei de algumas escolhas para o término da temporada, apesar de reconhecer que eles estão se afastando demais da narrativa dos livros. Me ressinto por que algumas coisas eu realmente queria ver na tv, porém reconheço que adaptações drásticas seriam necessárias para que a história funcionasse. Só espero que não tenham a covardia de deixar de lado na próxima temporada alguns acontecimentos trágicos que apesar de doloridos são necessários a narrativa.

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(Review) – Outlander 2:02 Not in Scotland Anymore

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Versailles e o “Red Dress”

por Ethel Duveen

Morno. Essa é a palavra que melhor descreve episódio 2 . Vejam bem, eu AMO os livros da Diana Gabaldon, e entendo perfeitamente quea série trata-se de uma adaptação, não uma cópia fiel de cada palavra que ela escreveu. Acho a série fantástica, em geral penso que ela traduz muito bem a história. Há, inclusive, vários diálogos que são literalmente iguais aos do livro.

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A fantástica reprodução de Paris mostra que definitivamente não estamos mais na Escócia.

Dito isso achei que foi meio insosso. Faltou tempero, faltou graça, faltou drama, faltou paixão, faltaram fortes emoções. Enfim, faltou tudo que tanto amamos nos livros de Diana. Foi morno e Outlander é tudo menos morno. Vamos ao episódio.

O início captura a atenção com uma cena quente entre Jamie e Claire. Só que não! Trata-se de um pesadelo de Jamie e fiquei com ódio de ver a cara do Black Jack falando para o Jamie não parar – “Don’t stop”. Tudo bem, Jamie está traumatizado, vale a pena mostrar isso e agora já entendemos, ok?

Há uma mudança de cena, acompanhada por uma trilha sonora espetacular, que me leva direto para a Paris do Século XVIII. Definitivamente não estamos mais na Escócia. Os cenários e figurinos são mais que perfeitos e completam essa transição. Palmas para o pessoal da direção de arte.

raymondClaire vai até a loja de Mestre Raymond, cujo ambiente foi traduzido à perfeição, com direito até ao famoso crocodilo pendurado no teto. Adorei o detalhe do colete de Mestre Raymond ser bordado com símbolos esotéricos, ponto para Terry Dresbach! Sou fã de Mestre Raymond e penso que Dominique Pinon está perfeito no papel.

Gostei de ver Murtagh e Jamie praticando suas habilidades com a espada. Gosto da relação deles, gosto de Murtagh ser essa figura paterna para Jamie na série. Nos livros esse papel cabe a Dougal Mac Kenzie.

Jamie se encontra com o Bonnie Prince no bordel e ganha a confiança dele. O plano para impedir o levante jacobita começa a tomar forma. Claire também está fazendo sua parte e torna-se amiga de Louise de Roham. Claire Simonne foi uma ótima escolha para o papel de Louise, ela é a pessoa mais vibrante no episódio, e roubou a cena da depilação.

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O começo das loucas noites de Jamie e “Bonnie Prince”

Então vemos Claire no quarto com Jamie e ela  “mostra” pra ele que depilou o “honey pot”. Essa cena que é tão divertida no livro ficou meio… morna. Mas calma aí, tem um clima bem  erótico entre os dois e por mim, tudo bem. Só que não. De novo! Não era preciso mostrar o trauma novamente, deu a impressão que Jamie estava impotente e nós sabemos que não era esse o caso. Desnecessário. Despedício de uma cena ótima, ficou morna.

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Louise e Amy, colocá-las lado a lado foi uma opção interessante.

O emblemático vestido vermelho. Ficou deslumbrante e Cait estava espetacular nele. As expressões de Jamie e Murtagh olhando pra ela foram perfeitas e lá vão eles para o baile do Rei Louis. Annelise, a ex do Jamie, está no baile e vem toda faceira falar com ele. As caras de Claire, mal engolindo o ciúme, e Jamie, tentando disfarçar o constrangimento, foram impagáveis. (Tem vários memes ótimos dessa cena na internet!)

A entrada do Rei foi uma verdadeira aparição, sua amante com os seios adornados por jóias e completamente nus. Ficou bem fiel à descrição do livro. O traje dourado do Rei também é lindo, digno de um… bem, digno de um Rei.

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Murtagh vê o Duque de Sandringham e vai pra cima dele descontrolado, Jamie o acalma e Claire se junta à eles. Mais um ponto para o elenco aqui, o Duque de Sandringham é deliciosamente insuportável, adoro!  Alex Randall se aproxima e o Duque o apresenta para Claire, e assim ela descobre que Black Jack está vivo. Ela se pergunta se deve ou não contar a verdade para Jamie. Vamos aguardar.

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Louis, Jamie, St. Germain

Pra terminar preciso falar sério sobre Sam Heugham. A forma que Jamie foi retratado nesse episódio não ajudou, ele estava apático e subserviente. Mas, para nossa alegria, Sam ilumina a tela cada vez que aparece e é capaz de esquentar até o episódio mais morno. Eu juro que tento me conter, mas um sorriso idiota aparece no meu rosto cada vez que olho pra ele. Tá bom, eu sei que sou eu e mais 1 milhão de fãs, fazer o quê?

P.S – Queridos amigos da Starz, vocês ganharam o campeonato antes do primeiro jogo quando escalaram Sam Heugham para dar vida à Jamie Fraser e só por isso vocês tem crédito comigo até a 37° temporada.

P.S 2 – Pensando melhor façamos o seguinte, vão fazendo novas temporadas aí que eu aviso quando o crédito estiver acabando.

Ethel Duveen  (sim esse é o meu nome mesmo ) é viciada em Outlander (principalmente nos livros de Diana Galbadon, mas também na série). Acredita firmemente que pra ser feliz é preciso um pouco de bom humor e muita literatura. Estuda Administração porque… bem, porque entende que é preciso sobreviver no mundo capitalista. 

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O belo trabalho de Terry Dresbach

 

 

Relembrando: Glee

glee1por Patrícia Azuaga

Sou fã de boa música e séries e quando juntam as duas então, é fácil me conquistar! Se você não conhece o seriado Glee, exibido pela Fox e com algumas temporadas disponíveis pelo NetFlix, está perdendo uma boa motivação para cantar no chuveiro. Então vamos lá, embarque nesse post sobre a série cancelada que buscou retratar o mundo dos excluídos.

Glee é composto de 6 temporadas, foi exibido de 2009 a 2015 em mais de 60 países e cancelado pela queda de audiência, talvez pela queda da qualidade do enredo e falta de imaginação da produção. Foi composto por atores desconhecidos em sua maioria, inclusive gerou um reality show musical para escolha de novos membros do elenco. A banda renomada Coldplay foi uma das únicas que não havia autorizado a reprodução de suas músicas, mas acabou cedendo á pressão dos fãs. Tanto sucesso lhes rendeu duas turnês de shows, vários prêmios que incluem três Globos de Ouro, quatro Emmy Awards, seis Satelit Awards e cinquenta e sete outros prêmios. Muitos atores e atrizes se lançaram rumo ao estrelado após participação na série, o que é ótimo porque eles realmente são bons.

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A série gira em torno de um grupo de coral do colégio McKinley formado pelos rejeitados conhecidos como o Glee Club, ou Loosers (por isso nas fotos fazer o L na testa, no Brasil significa perdedores), sua dedicação para chegar a competição das regionais enquanto tem que lidar com diversos temas como exclusão no ensino médio, bullying, aceitação sexual, homofobia, gravidez na adolescência, divórcio, competitividade, trabalho em equipe, casamento gay, fobias, T.O.C, entre outros, e isso tudo trazendo para uma visão adaptada ao mundo infanto-juvenil de uma forma delicada e sincera é surpreendente.

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Em 2013 ocorreu uma tragédia, o ator Cory Monteith (Finn) foi encontrado morto no quarto de um hotel, a morte foi causada por uma mistura de substancias químicas e álcool, o jovem ator já havia passado por varias reabilitações e acreditam que não foi suicídio. A sua namorada na vida real e na ficção Lea Michele (Rachel) assim como todo o elenco ficaram arrasados, foi realizado um tributo no 3° episódio da 5° temporada (muito lindo, emocionante).

55Mesmo com o crescimento e formação dos alunos, a mudança de endereço e vida acadêmica em NY, a chegada de uma nova turma ao colégio McKinley, todas as tentativa de novos ares para manter o público não foi o suficiente, sendo anunciado o cancelamento da série na 6° temporada, fazendo todos retornarem a casa e finalizarem com chave de ouro. Na minha opinião um encerramento triunfal, nada do que mais merecido para todo o elenco e produção de Glee. O primeiro episódio da 6° temporada já começa com destaque para a música tema do filme Frozen, o que me arrancou suspiros e lágrimas. Deixo aqui meu agradecimento a todos que fizeram meus dias mais coloridos e musicados.

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Shadowhunters – O que funcionou na adaptação para a TV?

por Mariana Guarilha

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The-Mortal-Instruments-City-of-Bones-Poster-1448058119A trilogia de Cassandra Clare “Os instrumentos mortais” acabou dando origem a uma franquia bem sucedida na literatura, e graças a esse sucesso já teve uma adaptação de seu primeiro volume para o cinema em 2013. Cidade dos Ossos- Os instrumentos Mortais no entanto não teve o sucesso esperado, e por isso  a adaptação não contemplou o restante da trilogia. Em minha opinião, o grande erro nesta primeira tentativa de adaptação foi a escolha de um elenco com pouco carisma que não fez jus ao que os fãs esperavam encontrar.O papel de Clairy  coube a Lilly Collins, filha de Phill Collins, e Jace foi interpretado pelo também britânico Jamie Campbell Bower. O filme foi dirigido por Harald Zwart e grande parte das gravações feitas no Canadá, o que me causou certa estranheza já que a ambientação em Nova York é tão frisada nos livros.

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Shadowhunters na adaptação cinematográfica de 2013, a falta de carisma dos protagonistas tornou impossível que fosse filmado o restante da trilogia “Os Instrumentos Mortais”

Já a série Shadowhunters, estreou em janeiro de 2016 através do canal de Tv Freeform, e alcançou grande popularização no Brasil ao ser transmitido pela Netflix. Com elenco totalmente diferente do cinema, pareceu agradar aos fãs de Cassandra. Apesar de esteticamente mais agradável,o elenco da série ter sido aprovado pela fidelidade a descrição dos livros, não se pode deixar de frisar as críticas a sua interpretação. Confesso que já me peguei rindo em cenas onde deveria estar emocionada graças as caras e bocas desastradas de Katherine McNamara. Mas a protagonista não é a única extremamente limitada, o lindíssimo Dominic Sherwood (Jace)  parece ter somente uma expressão e o fofo Alberto Rosende (Simon) teve seus próprios momentos de humor involuntário graças as caretas exageradas.

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A série de Tv não trás um texto muito elaborado, porém tem o cuidado de trazer um elenco extremamente agradável aos olhos.

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Magnus e Alec.

O casal de protagonistas também me incomodou  por não conseguir convencer nas cenas românticas, e tem ficado totalmente eclipsado pelo bom desempenho de Harry Shum e Matthew Daddario, que conseguiram arrebatar o público com o amor proibido entre o bruxo Magnus Bane e o shadowhunter Alec Lightwood. O casal ,que já existe no texto de Cassandra, vem recebendo destaque prematuro na adaptação para a tv. Também me agrada o tom dado por Emeraude Toubia a personagem Isabelle Lightwood, a irmã mais nova de Alec. A Shadowhunter que não fica a dever em técnica nem força a seus irmãos, não abre mão dos trajes sensuais e é extremamente vaidosa, seria extremamente fácil uma atriz errar o tom e torná-la vulgar, mas a sensualidade natural de Emeraude torna fácil trazer Isabelle a vida.

Apesar de seus muitos erros,  a série foi renovada para uma segunda temporada, e tem feito sucesso entre seu público alvo adolescente, ainda que não seja capaz de encantar aqueles fora desse público restrito como foi a obra que lhe deu origem.

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