Cilada para um Marquês (Sarah MacLean)

Cilada para um marquês.jpgpor Mariana Guarilha

Sophie Talbot é a mais jovem entre suas irmãs e é considerada o membro mais ajuizado de sua família. Vivendo entre muitos escândalos, o maior deles serem emergentes que se infiltraram graças titulação do pai na alta sociedade londrina, as irmãs Talbot ficaram conhecidas como “irmãs perigosas”. Há também um apelido ainda menos lisonjeiro sendo repetido a boca pequena: Cinderelas Borralheiras, já que a grande fortuna do pai se deve ao carvão.

Sophie é a unica que demonstra se importar com a atenção indesejada e o julgamento da sociedade, enquanto suas outras irmãs solteiras divertem-se com as fofocas de salão que incitam e as notas no jornal da sociedade. Quando é colocada em um situação limite,  Sophie humilha o cunhado e ganha o desprezo da sociedade, mas decide ela própria se resgatar dessa situação fugindo para longe de carona com o notável  Marquês de Eversley.

Eversley é conhecido como um verdadeiro canalha, já que comprometeu muitas moças sem nunca casar-se com elas. É em um momento comprometedor que ele conhece Sophie, que não parece nem um pouco intimidada com a fama ou os humores do  Marquês.

Apesar de Eversley ser um tipo de herói romântico que não me agrada absolutamente, é preciso frisar que ele funciona muito bem com a protagonista, que é tímida e cresceu acreditando que iria viver sozinha o restante de sua vida. Sophie é corajosa e independente e coloca-se em defesa daqueles que estão em desvantagem. Em vários momentos, a protagonista nos faz refletir sobre a valorização da mulher  e em como a sociedade da Regência Inglesa que tanto amamos podia ser cruel com elas. Apesar dessas reflexões, o romance está cheio de momentos engraçados, onde sorrir é fácil e cair as gargalhadas bem provável.