Catarina – Bruna Guerreiro

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Catarina é uma jovem de 18 anos que vive na pequena cidade Arbusto no Rio Grande do Sul. Quando a cidade recebe um Festival Internacional de Cinema Independente, a família de Catarina concorda em receber um dos expoentes como hóspede. Qual não é a surpresa de Catarina ao descobrir que o desconhecido que irá passar 5 noites em sua casa não lhe é tão desconhecido assim.

Jesse Yoll é um ator inglês de relativo sucesso, conhecido por seu papel como Arsene Lupin na série Gentleman Cambrioleur, adaptada dos clássicos de Maurice Leblanc.  Graças a série, Jesse possui uma legião de fãs, as Yollies. Embora Arsene Lupin não tenha uma adaptação para o cinema e a televisão , os livros são reais e você pode procurar as aventuras do detetive francês para ler. Existem também várias referências a músicas e artistas que dão um colorido especial para a narrativa de Bruna Guerreiro.

A estória de amor de Catarina e Jesse é a princípio muito simples: a releitura do sonho de toda garota e garoto que já pensou como seria ter um ídolo internacional ao alcance.Catarina é uma garota do interior do Brasil que ainda não sabe o que vai fazer no futuro, mas que tem um grande amor pela cidade onde mora e se interessa pelo negócio familiar, uma sorveteria fundada por seus avós. O mundo de Catarina é a princípio tão restrito que ela nem mesmo quer sair de sua cidade para estudar como fizeram seus irmãos.Apesar disso, a protagonista nos surpreende quando resolve aproveitar a oportunidade de ter uma grande história com seu ídolo, abrindo mão de alguns pudores.

Jesse está em Arbusto para apresentar um trabalho totalmente autoral, um curta-metragem onde ele assina o roteiro, a direção, edição e montagem. Percebemos que ele é introspectivo e sensível, Jesse não é só um ator, ele é verdadeiramente um artista. A relação entre a impulsividade e a paixão da jovem Catarina quase entram em choque com a sensibilidade de Jesse ,mais maduro e com muito mais responsabilidades, mas a forma como eles vão aparando as arestas dessa relação é crível e muito bem delineada.

O livro Catarina dá início a uma série de cinco livros, e cumpre bem o papel de nos apresentar personagens que ganham nosso coração.

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Todo Ar que Respiras – Judith McNaught

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por Mariana Guarilha 

Kate Donovan não poderia estar em uma época menos propícia a paixão, seu amado pai acabara de morrer e ela ainda mantinha um namoro morno com um ambicioso advogado. Ao ser deixada sozinha em Anguilla, envolve-se com o misterioso Mitchell Wyatt. Apesar de Mitchell negar-se a dar  as informações mais básicas a respeito de si, a romântica Kate deixa-se envolver no tórrido romance que deixará cicatrizes profundas.

Mitchell Wyatt está envolvido em um sórdido drama familiar. Filho de um figurão de uma proeminente família de Chicago com uma secretária ambiciosa, ele foi mandado para a Europa na infância e passou grande parte de sua vida acreditando ser apenas um órfão sustentado pela caridade, incapaz de se misturar a alta sociedade, apesar de viver no mesmo ambiente que ela. Quando descobre que faz parte da tradicional família Wyatt de Chicago, Mitchell não quer envolver-se com eles. Apesar disso, deixa-se vencer pela insistência de um irmão que morre pouco depois de entrar em contato com ele. Todas as pistas fazem a polícia desconfiar dele, e os modos frios de Mitchell não ajudam que eles tenham uma boa impressão.

As primeiras cento e cinquenta páginas do romance foram bem arrastadas, talvez por que eu não consegui me convencer da grande paixão e todo o drama subsequente, por que o casal mal passa dois dias juntos. Porém me apeguei aos personagens, e sofri com o desenvolvimento dos dramas entre eles na segunda metade do livro.

 Judith McNaught é uma autora muito querida, mas ainda não descobri qual a magia que a faz tão aclamada. Tanto Mitchell quanto Kate são personagens bastante simples: ele o garanhão solitário, ela a linda mulher que não tem muita consciência de seu poder. Não há uma única surpresa durante a leitura. Apesar disso, o livro desperta o interesse, embora algumas passagens longas demais me fizessem ansiar pelo fim do capítulo.

O Triunfo de Sharpe – Bernard Cornwell

O-Triunfo-de-Sharpe_web.jpgpor Mariana Guarilha 

No segundo volume de As Aventuras de Sharpe, o agora sargento do Exército de sua Majestade, enquanto persegue um desertor da Companhia acusado de insuflar seus homens a assassinarem um ourives, se verá envolvido em uma das mais sangrentas batalhas comandadas por Arthur Wellesley, o futuro Duque de Wellington.

Sharpe presenciou a chacina de uma pequena guarnição pelo desertor e junta-se ao seu velho amigo McCanddles em perseguição a ele. McCanddles é um oficial devoto da Companhia das Índias Orientais que dividiu o cativeiro com Sharpe quando estavam a mercê do Sultão Tipu. Ele confidencia a Sharpe que não espera sobreviver a essa última missão antes de sua aposentadoria, e mesmo assim está disposto a cumpri-la com afinco.

William Dodd, o desertor que perseguem, se juntou ao exército da Confederação Mahratta que ameça o domínio Inglês na Índia. A Confederação Mahratta possuía muito mais soldados, canhões e gabava-se de recompensar muito bem aos seus soldados europeus. Naquele momento havia uma dúvida razoável sobre a Inglaterra ser capaz de manter seus domínios na Índia.

O livro narra dois conflitos reais comandados por  Arthur Wellesley: Cerco de Ahmednuggur e a Batalha de Assaye. Essa segunda, uma das que o Duque de Wellington mais se orgulhava, apesar de não estar entre as mais famosas que ele comandou. De fato, o Duque de Wellington apontou Assaye como sua melhor batalha mesmo após lutar na França e na Espanha e até mesmo ter vencido Napoleão em Waterloo.

É neste volume que Richard Sharpe experimenta pela primeira vez  uma batalha real e descobre sua perícia e gosto pela chacina. O esperto Sargento também experimenta a ambição de  ter o status de oficial e voltar para onde foi uma criança órfã com orgulho.

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