Stranger Things- Por que a Nostalgia é o Produto Certo

por Mariana Guarilha

stranger-things-vitrine-760x428stranger-things-003-1280x639-760x379Stranger Things, a mais nova febre produzida pela Netflix tem sido uma constante na linha do tempo de minhas redes sociais. Entre todos os louvores a produção, há um expressivo número de pessoas apontando que não há nada de inovador para a produção merecer tantos louvores. É verdade, não há nada de novo e esse é o grande trunfo da série comandada pelos Irmãos Duffer e produzida por Shawn Levy. Ela se sustenta em suas referências e principalmente na reverência aos filmes de aventura que marcaram a infância de muitos nas décadas de 1980 e 1990.

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thumbEm uma cidade muito pequena uma série de eventos estranhos se sucedem. Quedas de energia inexplicáveis com quem ninguém se preocupada parecem anunciar problemas, porém a rotina da pequena comunidade não é abalada. Quando uma criança desaparece e sua mãe declara se comunicar com ele através de telefonemas estranhos e com o piscar das luzes apenas os mais próximos estão dispostos a escutar suas lamúrias.

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920x920Com uma estética muito própria dos anos 1980 a série promove uma viagem as nossas lembranças queridas das tardes passadas com a trinca: Cinema em casa, Sessão da Tarde e Cine Trash. Os filmes ET- O Extraterrestre, Conta Comigo e Os Goonies volta e meia vinham a minha mente.Isso sem falar na dupla monstro-gosmento mais instalações militares que nos remete aos já clássicos Alien, A Experiência, O Predador e similares. Há também muitas referências ao jogo Dungeons&Dragons e a Animação He-man e aos quadrinhos do X-Men, os três citados textualmente. Imergimos facilmente na história por que todos os elementos apresentados são nossos velhos conhecidos.

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Stranger-Things-TV-show-on-Netflix-season-1-canceled-or-renewed-590x332Com um elenco mirim carismático e um roteiro extremamente didático, os oito episódios que em média possuem 50 minutos pareciam durar um piscar de olhos. Apesar dos dramas mais sérios, como a jornada de Joyce Myers (Winona Ryder) que passa de impotente e histérica a um dos agentes chaves na missão de resgate a Will e a história do  Chefe Hopper (David Harbour) ainda em crise e de luto por sua filha e revivendo cada etapa de sua dolorosa caminhada até ali,  os momentos de alívio cômico com o elenco infantil tornam a série leve.

As explicações próprias da ficção científica estão presentes, porém é preciso manter em mente que Stranger Things é sobretudo uma série de aventura e mesmo que as próximas temporadas não se esmerem tanto para nos explicar os pormenores do Mundo Inverso ou da criação de um Portal Inter-dimensional, ainda assim ela cumprirá seu papel.

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Um comentário sobre “Stranger Things- Por que a Nostalgia é o Produto Certo

  1. valkiriafinisk disse:

    Eu não fui uma criança dos anos 90 ligada em filmes de ficção científica, na verdade, eu assoviava ficção científica a terror na infância (e até fantasia, a exemplo de piratas do caribe), então deve ser por isso que essa série não me chamou a atenção. Uma amiga teceu louvores a respeito e eu fiquei tentando entender qual era a graça. Acho que é a mesma coisa quando eu falo de Pokemon go pra alguém que nunca assistiu pokemon, por exemplo kkkk mas, como sempre gosto muito das suas resenhas, gosto de como faz seu ponto de vista parecer convidativo, mesmo em se tratando de algo que não me chama a atenção, como nesse caso kkk

    Curtido por 1 pessoa

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