Músicas que fazem alusão a obras Literárias

por Mariana Guarilhamaxresdefault (1)

Patrick Rothfuss é um escritor de fantasia estreante que encantou a todos com o primeiro volume de sua trilogia A Crônica do Matador do Rei. Seu protagonista Kvothe pertence a uma tribo Edena Ruh, artistas itinerantes que eram tanto admirados como rejeitados pela sociedade local.

We are the Edema Ruh
We know the songs the sirens sang
See us dream every tale true
The verse we leave with you will take you home

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A Banda Blind Guardian possui uma série de referências literárias diferentes, porém The Bard´s Song é um dos melhores exemplos do talento da banda em recontar uma história. Em alguns momentos é impossível não fechar os olhos e relembrar a jornada de Bilbo Bolseiro.

I’m alive
The dying dragon brought trouble and pain
And horror to the halls of stone
I’ll take the mighty stone

Misty_Mountains

A referência ao clássico de J.R.R. Tolkien na canção é discreta, está no título e em alguns versos finais na música. A referência dentro da música não é literal, porém Plant faz do seu uso uma metáfora.

Which, which way the pressure lies,
So I’ve decided what I’m gonna do now.
So I’m packing my bags for the Misty Mountains
Where the spirits go now,
Over the hills where the spirits fly, ooh.
I really don’t know.

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Popularizada pela série de tv produzida pela HBO, As crônicas de Gelo e fogo é uma história complexa, com várias linhas narrativas.A música do Blind Guardian no entanto parece acompanhar Jon Snow em seus dias como Lorde Comandante da Patrulha da Noite, já que ao mesmo tempo em que o narrador se preocupa com a Guerra dos Tronos, ele se preocupa com o levante dos outros.

All I ever feel is
All I ever see is
Walls they fall
When the march of the others begins

All I ever feel is
All I ever see is
Rise and fall
When the War of the Thrones shall begin

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O àlbum lançado em 2000 é intitulado Brave New World, e em sua terceira música deixa clara a referência a distopia de Aldous Huxley.

Wilderness house of pain
Makes no sense of it all
Close this mind dull this brain
Messiah before his fall
What you see is not real
Those who know will not tell
All is lost sold your soul
To this brave new world

A brave new world
In a brave new world
A brave new world
In a brave new world

original

Uma das minhas canções prediletas do Blind Guardian, Lord of the Rings narra com muita poesia a jornada de Frodo para destruir o “um anel”, assim como  fala de todos os anéis forjados.Blinf Guardian mais uma vez demonstra muita paixão e respeito pela obra de Tolkien.

There are signs on the ring
Which make me feel so down
There’s one to enslave all rings
To find them all in time
And drive them into darkness
Forever they’ll be bound
Three for the kings
Of the elves high in light
Nine to the mortals
Which cry

 

Ao ouvir só para Loucos, só para os raros em um trecho da música do malucão Ventania eu tinha certeza que já tinha ouvido essas palavras. Pois era o aviso que havia na porta do Teatro Mágico de O lobo da Estepe, livro do alemão Herman Hesse. A referência ao livro que narra a solidão de um homem de meia-idade confrontando os absolutos de sua juventude parece tão subversiva quanto sempre nas palavras do Ventania.

Só para loucos
Isto é só para loucos
Caretas, não
Só para loucos
Isto é só para os raros

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Paul Atreides nasceu para ser um líder, e quando seu pai é mandado para um planeta distante por que o império tema que ele seja uma ameaça, ele é obrigado a aculturar-se para liderar Arakis, um dos planetas mais inóspitos conhecidos. Arakis também conhecido como Dune, é o produtor da especiaria Melange, que torna possível a viagem espacial, aumenta a consciência do usuário e é a base de toda aquela sociedade. A Música do Blind Guardian parece descrever os efeitos da Melange.

The morning sun of Dune
there’s no tomorrow
the apparation of this land and it’s dream
makes me feel I’ve seen it before
I can taste there’s life
everywhere you can find
in the desert of my life
I see it again and again

foliosociety_1984_31

A obra de Orwell é um clássico da ficção científica, uma distopia poderosa. Em versos poderosos  Bowie traduz o desespero da perda  das mínimas liberdades, de viver em uma sociedade em que até mesmo a história e a língua são totalmente subordinadas a esse governo repressor.

Someday they won’t let you, now you must agree
The times they are a-telling, and the changing isn’t free
You’ve read it in the tea leaves, and the tracks are on TV
Beware the savage jaw
Of 1984

They’ll split your pretty cranium, and fill it full of air
And tell that you’re eighty, but brother, you won’t care
You’ll be shooting up on anything, tomorrow’s never there
Beware the savage jaw
Of 1984

olhodomundo

Mais um exemplo de como não há ninguém como o Blind Guardian para desenvolver narrativas de fantasia em suas músicas. A série A Roda do Tempo é uma saga de fantasia medieval que possui 14 volumes escrita pelo Americano Robert Jordan.

Now there is no end
The wheel will turn, my friend

I’m in flames
Cause I have touched the light
It pulls me son
We shall be one
Forevermore
That’s all I want
It’s all I need
Everything is fixed
There’s no chance
There’s no choice

KONICA MINOLTA DIGITAL CAMERA

Um dos mais eficazes mecanismos de controle oferecidos pelo governo de Admirável Mundo novo era o Soma, uma droga sintética capaz de impedir que o indivíduo experimentasse qualquer sentimento de insatisfação.

Soma is what they would take when
Hard times opened their eyes
Saw pain in a new way
High stakes for a few names
Racing against sunbeams
Losing against fig trees
In your eyes

blade-runner

No conto formidável de Phillip K. Dick que deu origem a Blade Runner, sucesso do cinema, o autor se pergunta se os andróides, seres de inteligência artificial são assim tão diferentes dos homens biológicos. A música de Gary Numan fala sobre a solidão, sobre ter uma vida pré estabelecida e sentir-se frustrado em suas relações. A obra de Phillip K. Dick se encaixa perfeitamente a música.

You know I hate to ask
But are ‘friends’ electric?
Only mine’s broke down
And now I’ve no-one to love

 

The History of O. narra a história de uma mulher que aceita tornar-se a submissa de um homem misterioso. Durante o livro todo não ficamos sabendo seu nome, o livro publicado em 1954 deixa qualquer romance erótico moderno “no chinelo” ao retratar uma relação sadomasoquista.A música de Damien Rice conta a história de um amor complicado. Em certo ponto da música ele pede para que Amie sente em seu muro (aproxime-se de suas barreiras) de lhe conte a história de O.

Amie come sit on my wall
And read me the story of O*
And tell it like you still believe
That the end of the century
Brings a change for you and me
Nothing unusual, nothing’s changed
Just a little older that’s all
You know when you’ve found it,
There’s something I’ve learned
‘Cause you feel it when they take it away

 

 

 

 

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