Por que não vou assistir Como eu era antes de você

por Mariana Guarilhamaxresdefault

Como eu era antes de você , de Jojo Moyes tornou-se um “best-seller” com a história de licrocomouma moça que se apaixona por um deprimido tetraplégico, amor que transforma sua vida.Em alguns pontos o livro me lembrou “Tudo por amor”, sucesso do cinema nos anos noventa.

O seu protagonista, de início é um grande “lugar-comum” dos “chick-lits”: rico, orgulhoso, controlador, e extremamente bonito, Will possui a vida perfeita, até que em um dia de chuva é atropelado ao sair para o trabalho e fica tetraplégico. Louisa Clark também tem muito em comum com a protagonista desse tipo de livro, é bonita, porém extremamente insegura, não possui grandes ambições e também teve sua vida marcada por uma grande tragédia no passado.

Louisa manteve seu emprego da adolescência por muito tempo, e só o deixou quando o café em que trabalhava fecha suas portas. Ela se mantém morando com os pais, a irmã mãe-solteira e um avó idoso que exige cuidados especiais desde que teve um derrame. Seu salário era importante para equilibrar as contas da casa e por isso ela é obrigada a procurar outro emprego enfrentando sua falta de qualificação.Após alguns insucessos é levada até a casa de Will Traynor para concorrer a uma vaga de cuidadora, mesmo sem qualificação.

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Will Traynor está profundamente deprimido após o acidente que o prendeu a uma cadeira de rodas, e que restringe seus movimentos do pescoço para baixo. Ele é um problema para os empregados que sua mãe contrata para mantê-lo, pois é amargurado e seu mau humor e tratamento rude seria um desafio ao mais empenhado. Os retratos pela casa mostram que ele foi um homem ativo, apaixonado por esportes radicais e viagens. Contrariando as expectativas de Louisa ele também é jovem e bonito.

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main_me_before_you_trailer_sml_1bb7qi0-1bb7qijA escrita de Jojo Moyes é fácil de acompanhar, e ela é muito competente ao estabelecer seus personagens, fazendo com que você entenda as suas motivações. Quando fiquei sabendo que ela se propunha a contar a história de amor de um homem tetraplégico, me interessei por que achei que ela romperia algumas barreiras e apresentaria algo diferente dos romances cheios de erotismo barato que tem feito tanto sucesso. Porém me incomoda muito o fato de no final ela ter se prendido demais na tragédia ao falar sobre a  vida de Will.

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Quando a literatura de entretenimento, ou mesmo o cinema se propõe a contar a história de uma pessoa com deficiência é comum cair nessa erro, e conforme eu ia lendo tive minhas esperanças frustradas de que tudo o que foi contado sobre o Will não recaísse em narrar sua condição apenas como tragédia, caindo no perigo da história única (se ainda não conhece essa maravilhosa palestra da escritora Chimamanda  Ngozi Adichie, por favor corrija isso e assista). Eu até entendo que a autora quis colocar uma discussão sobre eutanásia em sua história de amor, porém já vi muitas vezes a história de deficientes serem narradas apenas como tragédia, e não quero ver de novo.

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7 comentários sobre “Por que não vou assistir Como eu era antes de você

  1. Ethel disse:

    Eu amo esse livro e certamente vou assistir o filme, mesmo sendo um pouco clichê. A história é bem contada e nos leva a avaliar a legitimidade, ou não, da eutanásia. E o afeto inusitado que surge entre eles é tocante.

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  2. Thamiris Alves disse:

    Oi, entendo o seu ponto, mas acho que a questão do direito da pessoa de escolher pela vida ou não era o mais importante para a autora. Porque Lou tenta mesmo mostrar para Will que existe vida feliz e ele quase enxerga. Há também o pessoal do grupo de ajuda, no bate papo, que é feliz e os que não, tentando mostrar que há os dois lados.

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    • Miss Bennet disse:

      Eu não tenho nenhum problema com a Eutanásia , é que me deu um mal-estar vê-la descrever a vida do Will apenas como tragédia, por que bem , há gente de verdade nessa situação. Talvez seja uma coisa muita pessoal, mas eu fiquei mal lendo o livro. Sempre que a vida de uma pessoa com deficiência é abordada em livros ou filmes é nesse tom de tragédia, queria algo diferente e tive esperanças quando soube que se tratava de um romance.

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  3. Ivana Veríssimo disse:

    Ninguém gosta de ver histórias (ainda mais de romance) com finais tristes, pois estamos levemente acostumados com conto de fadas. Apesar de ter me sentido triste, angustiada e ter chorado muito após a leitura do livro, a autora foi muito corajosa ao sair do lugar comum no final, seria lindo mas, muito clichê se Lou tivesse feito Will mudar de ideia. Acho que a autora foi muito mal interpretada pois, ela não queria passar a ideia de tragedia e depressão, ela queria passar o poder de escolha e o livre arbítrio das pessoas, por isso, vou assistir o filme e depois estabelecer minha opiniao no meu blog: http://www.pipocorn.blogspot.com.br, abraços =)

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