Shadowhunters – O que funcionou na adaptação para a TV?

por Mariana Guarilha

shadowhunters

The-Mortal-Instruments-City-of-Bones-Poster-1448058119A trilogia de Cassandra Clare “Os instrumentos mortais” acabou dando origem a uma franquia bem sucedida na literatura, e graças a esse sucesso já teve uma adaptação de seu primeiro volume para o cinema em 2013. Cidade dos Ossos- Os instrumentos Mortais no entanto não teve o sucesso esperado, e por isso  a adaptação não contemplou o restante da trilogia. Em minha opinião, o grande erro nesta primeira tentativa de adaptação foi a escolha de um elenco com pouco carisma que não fez jus ao que os fãs esperavam encontrar.O papel de Clairy  coube a Lilly Collins, filha de Phill Collins, e Jace foi interpretado pelo também britânico Jamie Campbell Bower. O filme foi dirigido por Harald Zwart e grande parte das gravações feitas no Canadá, o que me causou certa estranheza já que a ambientação em Nova York é tão frisada nos livros.

SHADOWHUNTERS  cinema

Shadowhunters na adaptação cinematográfica de 2013, a falta de carisma dos protagonistas tornou impossível que fosse filmado o restante da trilogia “Os Instrumentos Mortais”

Já a série Shadowhunters, estreou em janeiro de 2016 através do canal de Tv Freeform, e alcançou grande popularização no Brasil ao ser transmitido pela Netflix. Com elenco totalmente diferente do cinema, pareceu agradar aos fãs de Cassandra. Apesar de esteticamente mais agradável,o elenco da série ter sido aprovado pela fidelidade a descrição dos livros, não se pode deixar de frisar as críticas a sua interpretação. Confesso que já me peguei rindo em cenas onde deveria estar emocionada graças as caras e bocas desastradas de Katherine McNamara. Mas a protagonista não é a única extremamente limitada, o lindíssimo Dominic Sherwood (Jace)  parece ter somente uma expressão e o fofo Alberto Rosende (Simon) teve seus próprios momentos de humor involuntário graças as caretas exageradas.

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A série de Tv não trás um texto muito elaborado, porém tem o cuidado de trazer um elenco extremamente agradável aos olhos.

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Magnus e Alec.

O casal de protagonistas também me incomodou  por não conseguir convencer nas cenas românticas, e tem ficado totalmente eclipsado pelo bom desempenho de Harry Shum e Matthew Daddario, que conseguiram arrebatar o público com o amor proibido entre o bruxo Magnus Bane e o shadowhunter Alec Lightwood. O casal ,que já existe no texto de Cassandra, vem recebendo destaque prematuro na adaptação para a tv. Também me agrada o tom dado por Emeraude Toubia a personagem Isabelle Lightwood, a irmã mais nova de Alec. A Shadowhunter que não fica a dever em técnica nem força a seus irmãos, não abre mão dos trajes sensuais e é extremamente vaidosa, seria extremamente fácil uma atriz errar o tom e torná-la vulgar, mas a sensualidade natural de Emeraude torna fácil trazer Isabelle a vida.

Apesar de seus muitos erros,  a série foi renovada para uma segunda temporada, e tem feito sucesso entre seu público alvo adolescente, ainda que não seja capaz de encantar aqueles fora desse público restrito como foi a obra que lhe deu origem.

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Um comentário sobre “Shadowhunters – O que funcionou na adaptação para a TV?

  1. Nathalia Nobre disse:

    Concordo em gênero, número e grau. Eu assisti o filme primeiro, e eu fiquei chocada com a apatia do personagem do Jace, que no livro chama muita atenção pelo sarcasmo e a sagacidade que o acompanha durante a saga praticamente inteira. Além da aparência física que não saltou aos olhos, acho que esse foi o ponto que mais me incomodou, além do Alec que é meu segundo personagem favorito depois do Magnus, que passou o filme inteiro com dor de barriga. Acho que a única que poderia ter salvo o filme seria a Lily, que é uma lindinha, mas não sei se a personagem ajuda. Isabelle sempre mal humorada também, muito bonita, mas sem o brilho da Isabelle do livro. Achei o filme mais fiel que a série em termos de roteiro, mas não funcionou mesmo. Já a série me assustou quanto às cenas, diálogos e interpretação. Eu pensei em desistir durante todo o primeiro episódio, porque em vários momentos parecia apresentação de teatro do fundamental. O personagem do Jace melhorou apenas um pouco – pelo menos é mais bonitinho – mas também não alcançou o carisma esperado. A Clary me parece ainda mais mimada e com as caras da Katherine – que apesar de ser linda, deixa a desejar muito em atuação – ficou difícil levar a moça a sério. Eu me vi compartilhando da indignação do Alec a respeito de seguir ordens de uma mundana, arriscando tudo o que eles tem na vida por causa de uma desconhecida. Não que eu já não gostasse dele, de qualquer forma. Nós livros eu sentia muito por ele por causa do amor correspondido pelo Jace e não deixou de me chocar um pouco o quanto era difícil para ele admitir ter sentimentos pelo melhor amigo. E aí o Magnus vem e enche nossas vidas de purpurina. Quer dizer, acho que faltou purpurina na caracterização, mas o Harry simplesmente arrasou. Arrasou por todos os outros juntos, apesar de não ser 3 centímetros que o gatíssimo do Matthew Daddario. Em relação ao romance deles, eu fiquei feliz por ter sido preconizado, como você colocou, porque de fato foram a única razão pela qual vi a série até o final, mas eu também confesso que senti falta de um Alec que toma a atitude e chama o feiticeiro pra sair. Que fica corado e é inseguro porque nunca namorou. Não imagino muito o Magnus correndo atrás tantas vezes seguidas, maaaas… Tudo bem. Eles ainda estão no meu coração.

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