Relembrando: Buffy-A caça-Vampiros

por Mariana Guarilha

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O filme Buffy, a caça-vampiros, aidna sem Sarah Michelle Geller

Sou super saudosista e apesar de ter lá minhas dúvidas quanto a adolescência ser a melhor fase da vida, olhando de longe, dá pra sentir um carinho absurdo pelos meus 12 anos. Era essa a minha idade quando a série de Joss Whedon estreou na TV e desde a estética dos anos 90 até o casal inesquecível Buffy e Angel, tudo me faz lembrar um pouco da minha época no colégio.

A história de Buffy: a caça-vampiros tem uma premissa simples. Continuando de onde parou no fim do filme de mesmo nome ( que conta com um elenco completamente diferente), Buffy após receber o chamado para ser a Caçadora, se muda com a mãe para a cidade de Sunnydale, um lugar um tanto peculiar. Na pequena cidade de Sunnydale fica a “Hellmouth” (ou boca do inferno), evento místico que a coloca no centro de diversos planos malignos que ameaçam a humanidade.

A caçadora é responsável por exterminar vampiros e controlar as ameaças demoníacas que fazem parte do dia a dia local. Porém o que faz Buffy inesquecível é sua maneira de tratar os dramas adolescentes. Buffy, logo de início, se une a dois deslocados na escola, Willow e Xander. Eles, junto com Giles, o bibliotecário inglês e guardião da caçadora, formam a equipe de Buffy. Eles contam com a ajuda esporádica de Angel, um vampiro que por conta de uma maldição cigana recupera sua alma, e vive em guerra contra sua natureza de vampiro.

Angel e Buffy estão fadados a um amor platônico, já que a única noite de amor que tiveram

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Angel ganhou um bem sucedido Spin-Off

resultou na perda da alma de Angel e o transformou em Angelus, um vampiro que têm muito prazer em matar. Buffy contemplou então a ameaça real de ter que matar seu primeiro amor, o que deu a tônica de grande amor trágico ao casal Buffy e Angel.

A medida que a série avança novos dramas se desenvolvem, personagens são apresentados e outros desenvolvem habilidades. Como acontece em outras séries dos anos 90, alguns temas que receberiam um tratamento cuidadoso nas séries adolescentes modernas, são tratados com maior naturalidade. Os adolescentes de Buffy fazem sexo, bebem, se envolvem com quem não deveriam, questionam sua sexualidade, nada tem o peso de um tabu ali. E apesar de se valer de alguns lugares comuns aos dramas adolescentes de colégio, como a “popular” Cordélia” antagonizando a protagonista com seu humor um tanto cruel, a série subverte um pouco as regras quando a coloca lutando várias vezes ao lado dos protagonistas. O carisma de Cordélia, vivida por Charisma Carpenter, garantiu que ela ganhasse lugar de destaque no Spin-off Angel.

Adolescentes um tanto recatadas em saias secretárias e decotes canoa me lembraram demais a forma como eu me vestia até os quinze anos, tentando parecer mais adulta do que era. Foi divertido ver as gargantilhas de tatuagem, ou formando flores com miçangas coloridas, as eternas camisas xadrez finalizando o figurino e dando a tudo um toque meio grunge ou as mechas loiras bem marcadas e solitárias na franja. Para mim, o melhor em rever  Buffy é reviver um pouco os anos 90.

 

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