O que a televisão deve aprender com House of cards

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  • Não subestime sua audiência

House of cards abre mão do roteiro didático. Não são oferecidas explicações demasiadas que atrapalhem o andamento da história. Ela acredita que seu expectador é capaz de preencher as lacunas sozinho.

  • Abrir mão do dualismo e da luta do bem contra o mal sempre rende boas histórias

As pessoas do mundo real são muito complexas, suas diversas motivações tem diversas facetas. Essa ficção que traduz o mundo não oferecendo vilões ou mocinhos, mas apenas pessoas complexas é capaz de arrebatar o público.

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  • Qualquer tema é empolgante quando o roteiro é bem desenvolvido

Não fiquei muito interessada quando me falaram sobre uma série sobre o cenário político americano em que um congressista tenta se vingar do Presidente eleito que não cumpriu suas promessas de campanha. Minha referência ainda era The West Wing que sempre considerei aborrecida, porém House of Cards é muito mais que seu cenário, o roteiro que não canso de elogiar se apoia em personagens muito bem construídos e seus conflitos estão longe de ser apenas manobras burocráticas como eu temia.

  • Aposte em bons atores e crie ícones

As atuações de Kevin Spacey e Robin Wright não precisam de muita explanação. Claire e Frank Underwood já são o melhor casal da televisão a quatro temporadas. Sem afetações e apoiados em um bom texto, criaram algo maior que a própria série, já que não é raro ver pessoas utilizando as imagens de Frank e Claire para falar sobre política no mundo real.

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  • A boa ficção não poupa seus personagens

Mais do que as mortes espetáculos de uma Game of Thrones, as baixas no elenco de House of Cards sempre estão muito bem amarradas. Porém não é raro levar um susto ao assistir um personagem que prometia tanto indo embora.

  • A ficção extrapola, e não é preciso abrir mão disso, nem mesmo quando se vende um cenário realista

Já ouvi diversas vezes reclamações: Frank é um congressista e não um bandido qualquer, não é provável que no mundo real ele realizasse algumas ações nefastas com as próprias mãos. Você está certo, na vida real ele delegaria o trabalho sujo, porém na ficção funcionou muito bem ver nosso congressista empurrando alguém na linha do metrô.

frankmetro

Por Mariana Guarilha 

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